Policiais israelenses e paelstinos entram em choque durante confronto na Esplanada

Policiais israelenses alegam terem reagido a distúrbios no local

Forças israelenses invadiram um dos locais sagrados mais sensíveis em Jerusalém, disparando canhões de água e bombas de efeito moral para tentar dispersar uma multidão de manifestantes palestinos que atiravam pedras neles. Trata-se de um dos incidentes mais intensos da área considerada sagrada para judeus e muçulmanos.

O confronto entre jovens de origem palestina e forças de segurança de Israel deixou oito palestinos feridos e outros 12 foram detidos após distúrbios registrados entre a noite de sábado e a manhã deste domingo (25) na Esplanada das Mesquitas de Jerusalém. No começo da manhã, um grupo de palestinos lançou pedras e coquetéis molotov contra os agentes israelenses, desdobrados nos arredores em maior número do que o habitual por ocasião de um estado de alerta decretado para hoje pelas autoridades israelenses, disse o porta-voz da Polícia, Micky Rosenfeld.

A polícia alega esses distúrbios motivaram a entrada na Esplanada, que abriga a Mesquita de Al Aqsa, terceiro lugar mais sagrado do Islã (depois de Meca e Medina), e onde se originou a Segunda Intifada, em 2000. Ao entrar na área os agentes encontraram óleo derramado no solo, aparentemente com o objetivo de fazer-lhes deslizar, disse o porta-voz.

Os agentes usaram bombas de efeito moral para neutralizar os autores dos distúrbios e fizeram 12 detenções: três na Esplanada e nove nas imediações, acrescentou Rosenfeld. Denúncias Hatem Abdul Qadir, ex-ministro de Assuntos de Jerusalém da Autoridade Nacional Palestina (ANP), alega que o número de detidos é maior, chegando a 15, e denunciou o uso de balas de borracha para dispersar o protesto.

Por sua parte, a autoridade a cargo do "Waqf", os bens islâmicos inalienáveis, como a Esplanada das Mesquitas, informou de oito palestinos feridos entre os presentes. O xeque Muhamad Hussein, mufti de Jerusalém e Palestina, que se encontrava no interior quando explodiram os incidentes, denunciou que os policiais israelenses atacaram indiscriminadamente os presentes, incluindo mulheres e guardas da mesquita. Israel decretou o estado de alerta para hoje por ocasião de uma chamada para "proteger Al Aqsa", efetuado ontem com base em rumores que extremistas judeus planejavam entrar hoje no recinto, onde se situa a existência do antigo Templo de Jerusalém, destruído pelos romanos no século I de nossa era.

Fonte: g1, www.g1.com.br