Presa por suspeita de furto de DVDs em São Paulo, pichadora da Bienal deve ser solta hoje

Caroline assume a pichação da Bienal, mas nega ter tentado furtar DVDs da loja

A estudante Caroline Pivetta da Mota, de 24 anos, presa desde o dia 23 desse mês por suspeita de tentar furtar DVDs de uma loja em São Paulo, deve ser libertada nesta terça-feira (27) da Penitenciária Feminina de Sant´Anna, na Zona Norte da capital. A jovem ficou conhecida como a pichadora da Bienal após passar 53 dias presa por pichar as paredes do espaço vazio daquele local.

A decisão de soltar Caroline é da Justiça. O juiz do caso aceitou o pedido de relaxamento da prisão em flagrante contra a garota feito pelo advogado dela, Augusto Arruda Botelho. O defensor pretende ir por volta das 10h desta terça para a penitenciária, onde pretende tratar da saída da pichadora.

Caroline assume a pichação da Bienal, mas nega ter tentado furtar DVDs da loja, segundo informou seu advogado. ?Há inexistência de crime e não necessidade da prisão?, disse Botelho. Segundo ele, a Polícia Civil acusou a jovem de estar na companhia de duas garotas que teriam tentado furtar os produtos do estabelecimento comercial.

Câmeras de monitoramento da loja teriam flagrado a ação das garotas pegando os DVDs. Elas, no entanto, os deixam na loja. ?O bem não saiu da vigilância do estabelecimento comercial. Há ilegalidade da prisão das jovens. No caso da Caroline, a prisão foi feita porque ela é a pichadora da Bienal?, disse o advogado. ?Eles iriam comprar os DVDs, desistiram e foram presas. Todas as três serão soltas agora.?

De acordo com Botelho, a pichadora, que pretende voltar a morar no Rio Grande do Sul, ainda terá de passar por algumas audiências em São Paulo por conta da pichação da Bienal. Nesta quarta-feira (28), ela terá de ir ao fórum Barra Funda, em São Paulo.

Caroline havia sido presa em flagrante pela primeira vez em 26 de outubro de 2008 por pichar o andar vazio da Bienal. Caroline saiu da prisão no dia 19 de dezembro de 2008. Foi libertada da Penitenciária de Sant´Anna graças a um habeas corpus concedido pela Justiça. Na época, muitos juristas afirmaram que ela ficou muito tempo presa pelo crime de pichação.

Fonte: g1, www.g1.com.br