Travesti piauiense é assassinado em SP, suspeito é preso

Travesti piauiense é assassinado em SP, suspeito é preso

A travesti Ysabelle, natural do município de Ilha Grande e morava em São Paulo

A Polícia Militar prendeu na tarde desta sexta-feira (17) o suspeito de matar dois travestis e atirar em outros dois, na madrugada de quarta-feira, em São José do Rio Preto, no Estado de São Paulo. Um dos mortos era a travesti Ysabelle, natural do município de Ilha Grande/PI. A vítima tinha ido morar na capital paulista há algum tempo, juntamente com outras travestis de Parnaíba.

Durante um patrulhamento de rotina na avenida Clóvis Oger, os agentes abordaram Benedito de Jesus Carvalho, 50 anos. Ele estava em uma motocicleta como a descrita pelas vítimas sobreviventes quando foi parado. Os policiais perceberam que sua aparência era a mesma do atirador e constataram se tratar do suspeito procurado.Na pensão onde vivia, foi encontrada uma arma, que pode ter sido a usada para efetuar os disparos.

A PM confirmou a autoria dos crimes e Carvalho acabou confessando, sem revelar o motivo. "Ele alegou certo ódio em relação a homossexuais. Mas isso será trabalhado, já que existe a participação de outra pessoa", afirmou o delegado Fernando Augusto Nunes Tedde, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).


Preso acusado de matar travesti de Ilha Grande em São Paulo

Durante todo o depoimento, o acusado descreveu os crimes como se tivesse agido sozinho. Ele ainda alega que a arma apreendida na pensão onde mora, não é a arma utilizada nos assassinatos. O revólver será encaminhado para perícia.

Benedito, que mora em São José do Rio Preto há poucos meses, era policial e já atuou no 14º Batalhão de Osasco, no entanto, foi expulso, em 1985, por ter praticado dois homicídios. Ele é foragido e tem passagem por um hospital psiquiátrico. É considerado, pelo delegado da DIG, uma pessoa perigosa.

O segundo envolvido, que também já está preso, é o travesti Fabrício Domingues da Silva, 31 anos. Ele seria o responsável por vários pontos de prostituição na cidade e cobrava taxas dos outros homossexuais para atuarem nos locais. Como alguns não estariam pagando os valores exigidos, Silva encomendou as mortes a Carvalho. "Fabrício não confessou nada. Ele nega os crimes, mas uma testemunha reconheceu o autor dos disparos como seu amigo. Já temos uma prova de sua participação", salienta Tedde.

Algumas testemunhas informaram ao delegado terem sido ameaçadas pelo travesti por não pagarem a taxa cobrada pelo ponto. Os dois acusados responderão por duplo homicídio e dupla tentativa de assassinato. Caso seja confirmada a participação de outras pessoas, poderão responder também por formação de quadrilha.

Fonte: Proparnaiba