Padre preso após ser flagrado dirigindo nu e com sinais de embriaguez é solto

Padre preso após ser flagrado dirigindo nu e com sinais de embriaguez é solto

Para a polícia, ele cometeu corrupção, ato obsceno e dirigiu embriagado

O padre Silvio Andrei Rodrigues foi solto pela Justiça na tarde desta segunda-feira (17). Ele foi preso em Ibiporã (PR) e levado para o Centro de Ressocialização de Londrina (PR), no domingo (16). O juiz Sérgio Aziz Neme concedeu liberdade provisória ao religioso, sem necessidade de pagamento de fiança. O padre foi indiciado, de acordo com a Polícia Civil, sob a suspeita de corrupção ativa, embriaguez ao volante e ato obsceno. O novo advogado dele, Walter Barbosa Bittar, nega todas as acusações.

Bittar disse que o padre Rodrigues deixou a prisão, às 15h30, acompanhado do padre Júlio Akamine, reitor Provincial da Sociedade do Apostolado Católico, mais conhecida como Congregação dos Padres Palotinos, de São Paulo. "Não sei informar se ele permanecerá no Paraná ou voltará para São Paulo. Acredito que ele vá descansar e se alimentar, o que não fez desde a prisão", afirmou o advogado.

Até o começo da tarde desta segunda-feira, o padre foi defendido pelo advogado José Adalberto Almeida Cunha. O defensor negou as suspeitas de corrupção e de ato obsceno. "Ele realizou um casamento na noite de sábado (15) e tomou, me parece, duas taças de vinho durante a celebração. O detalhe é que Rodrigues toma medicamentos para depressão e isso o teria deixado um pouco alterado", disse o primeiro advogado constituído.

Bittar contesta a versão apresentada pelos policiais militares que prenderam o padre. "Não é possível entender quais são as acusações. Há incompatibilidade dos autos com as declarações dos policiais. Questiono o que foi declarado pelos policiais."

O delegado Marcos Belinati, que vai presidir o inquérito do caso, disse ao G1 que não foram realizados exames clínico e de bafômetro para comprovar a embriaguez do religioso. Ele pretende encerrar o caso em dez dias. "O padre não quis fazer o exame de dosagem alcoólica, mas isso não será necessário, pois temos relatos de testemunhas e do próprio padre, que confirmam que o ele bebeu vinho."

Fonte: g1, www.g1.com.br