Preso suspeito de estar envolvido em golpe milionário

Suspeito preso teria envolvimento na compra de dois veículos adquiridos por Maioline com dinheiro do golpe.

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (17) um homem suspeito de estar envolvido com Thales Maioline, que, segundo a polícia, pode ter aplicado um golpe milionário em cerca de dois mil investidores de várias cidades de Minas Gerais, que pode chegar a R$ 86 milhões. De acordo com a polícia, foi pedida a prisão temporária de mais quatro pessoas que teriam envolvimento no caso, entre elas a mulher, o irmão e o ex-sócio de Maioline.

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Ainda segundo a polícia, o suspeito preso teria envolvimento na compra de dois veículos adquiridos por Maioline com dinheiro do golpe. Os dois suspeitos estão presos no Centro de Remanejamento São Cristovão, no bairro Lagoinha, na região noroeste de Belo Horizonte.

Entenda o caso

Thales Maioline se entregou à polícia no domingo (12) e foi levado para o Centro de Remanejamento de Segurança Prisional (Cersp) São Cristovão, de acordo com a Polícia Civil. Ele era procurado desde o início de agosto, quando teve a prisão decretada. O suspeito teria sumido com o dinheiro de investidores mineiros atraídos pela promessa de rentabilidade alta. Maioline se apresentou espontaneamente à Seccional Noroeste, no bairro Alípio de Melo e passou por exame de corpo de delito.

O advogado Marco Antônio de Andrade, que defende o suspeito, disse o G1 que o cliente decidiu se entregar para "dar solução ao caso". "Não fazia sentido continuar onde estava, se tornar um eterno fugitivo não tem razão de ser", falou o advogado.

Thales Maioline era dono da Firv Consultoria. Segundo a polícia, ele teria dado o golpe milionário em cerca de 2 mil investidores de varias cidades mineiras. O suspeito desapareceu e pouco depois teve a prisão decretada.

Segundo as investigações, a Firv captava recursos, oferecia altos rendimentos, mas não conseguia pagá-los. A empresa com sede em Belo Horizonte teria uma ramificação em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha. Alguns investidores foram investigados por sonegação, por não terem declarado as aplicações ao Imposto de Renda.

Fonte: g1, www.g1.com.br