Preso suspeito de incendiar carro alegórico da Pérola Negra

Preso era procurado pela Justiça e investigado por atear fogo em alegorias.


Preso suspeito de incendiar carro alegórico da Pérola Negra

Foi preso na manhã desta quarta-feira (7) um suspeito de atear fogo no carro da Pérola Negra durante a confusão na apuração do desfile das escolas de samba de São Paulo em 21 de fevereiro.

Segundo o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, da Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur), e que investiga o caso, o suspeito foi preso em Itapevi, na Grande São Paulo, e estava escondido desde o fato.

O suspeito é membro da Gaviões da Fiel, diz o delegado, e um dos dois homens acusados pela Polícia Civil de ter incendiados carros alegóricos durante o ato de vandalismo.

Nico diz que o suspeito era procurado pela Justiça por outro crime não relacionado ao caso. Ele será apresentado à imprensa na tarde desta quarta-feira na sede da Deatur, informou o delegado.

O advogado da Gaviões da Fiel, Davi Gebara Neto, disse após o tumulto que a escola iria expulsar os integrantes que colocaram fogo em uma alegoria da Pérola Negra na dispersão do Sambódromo do Anhembi e que, até o momento, não haviam sido identificados.

"O Wagner [da Costa, vice-presidente da Gaviões] se comprometeu a tentar localizar quem são as pessoas responsáveis, trazer os nomes e expulsá-los. Isso não pode acontecer", disse o advogado na ocasião.

No dia da confusão, o autônomo Tiago Faria, de 29 anos, ligados à escola de samba Império da Casa Verde, foi preso após rasgar as notas durante a apuração do Grupo Especial do carnaval paulistano. O advogado da Império de Casa Verde, Eduardo Lemos de Moraes, informou que a família dele realizou o pagamento da fiança de R$ 12,4 mil.

Também foi preso após o tumulto o integrante da Gaviões da Fiel Cauê Ferreira, que também pagou a fiança e foi libertado. Ambos são acusados pela Polícia Civil de invadir a área reservada, roubar e rasgar envelopes com cédulas dos resultados dos jurados e danificarem a estrutura do local. Eles ficaram insatisfeitos com as notas que estavam sendo dadas e a decisão da organização em continuar a apuração.

Em depoimento, Tiago confessou ter destruído as notas, mas negou o dano. Em sua defesa, Cauê alegou ser inocente das duas acusações e afirmou que só pulou o cercado após a confusão generalizada no local. Câmeras de TV gravaram o momento da invasão e ajudaram na identificação dos suspeitos.

Fonte: G1