Professor que matou aluna está em cela com banheiro exclusivo

O professor universitário de Direito matou a aluna e entregou o corpo na delegacia.

O professor universitário Rendrik Vieira Rodrigues foi transferido para uma cela maior dentro do Complexo Penitenciário da Papuda nesta terça-feira (11). Ele é suspeito de matar com três tiros a estudante Suênia Sousa de Farias, 24 anos, no dia 30 de setembro.


Professor que matou aluna está em cela com banheiro exclusivo

De acordo com o diretor do Núcleo de Custódia da Papuda, major Alberto Mendes, o professor está na sala do Estado-Maior da Polícia Militar, que é reservada para oficiais das Forças Armadas e pessoas com curso superior. Rodrigues está sozinho em uma área com 12 metros quadrados. Ele tem um banheiro exclusivo, uma cama beliche e uma sala mobiliada com mesa e cadeira e com grades nas janelas.

A sala fica em um bloco afastado do prédio principal da Papuda e o professor não tem contato com os outros presos. Rodrigues está no presídio desde o dia 4 deste mês. Antes, ele ficou detido na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

O advogado do professor, Andrew Fernandes, voltou a afirmar que só vai se pronunciar sobre o caso processualmente. A defesa do professor baseou o pedido de transferência na lei 8.906, de 1994, que estabelece que advogados têm direito de ficar em cela especial até que sejam condenados.

Crime

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Rodrigues e Suênia teriam se conhecido no UniCEUB, onde ele lecionava e ela estudava. O relacionamento entre eles teria durado três meses, período em que ela estava separada do marido.

Insatisfeito com o fim do namoro, o professor pediu para conversar com a estudante no dia 30 de setembro. Os dois teriam saído de carro da faculdade e brigado.Segundo informações da polícia, Rodrigues disse em depoimento que alvejou Suênia com três tiros. Após o crime, o professor levou o corpo até a Delegacia de Polícia de Recanto das Emas, na periferia do Distrito Federal, e se entregou.

A defesa do professor pediu o relaxamento de prisão e entrou com um pedido de habeas corpus, mas os dois recursos foram negados. Na segunda-feira (10), o Tribunal de Justiça do DF aceitou a denúncia contra Rodrigues, que pode ser julgado por júri popular.

Fonte: G1