Promotoria denuncia 4 policiais por morte de menino Juan Neves

Segundo o Ministério Público, os PMs Isaias Souza do Carmo e Edilberto Barros do Nascimento atiraram contra os quatro.

Quatro policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público acusados de matar o menino Juan Moraes Neves, 11, assassinado em junho em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Eles respondem ainda pelo homicídio de Igor de Souza Afonso e por tentativa de homicídio contra outros dois jovens feridos no mesmo local, no bairro Danon.



Segundo o Ministério Público, os PMs Isaias Souza do Carmo e Edilberto Barros do Nascimento atiraram contra os quatro, enquanto Ubirani Soares e Rubens da Silva deram "cobertura" para a ação.

A promotoria pede ainda dados cadastrais de usuário de um celular que ligou por diversas vezes para os policiais acusados. Solicita ainda a apresentação dos laudos de necropsia e de exame do DNA de Juan.

"O crime foi praticado por motivo torpe, pois os denunciados, imaginando que as vítimas eram traficantes de drogas, pretendiam executá-las, atividade típica de extermínio", afirmaram as promotoras Júlia Costa Silva Jardim e Adriana Lucas Medeiros na denúncia.

Agora caberá à Justiça aceitar ou não o pedido da Promotoria. Caso a denúncia seja aceita, um processo será aberto contra os acusados.

O defensor público Antônio Carlos de Oliveira, que representa o policial militar Edilberto Barros do Nascimento, disse que não teve conhecimento oficial da denúncia do Ministério Público contra os PMs acusados de matar o menino Juan.

Oliveira espera que em dez dias fique pronto o laudo da nova exumação que ele pediu de um corpo identificado como o de Neves.

Inicialmente, a perita Marilena Campos de Lima havia informado que o corpo, descoberto em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, era do sexo feminino.

Mas no início de julho, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, informou que o corpo era de um menino e afastou a perita.

O advogado que representa os demais policiais militares denunciados não foi encontrado para comentar o caso na noite desta quinta.

Fonte: Folha.com