Riedel Batista quer mudança na lei que pune menores infratores no Piauí

No primeiro mês à frente do cargo, o gestor direcionou para a realização de um mapeamento destas ocorrências no Estado, de modo que elas possam ser combatidas e a justiça possa ser perseguida

Com a onda de revolta na população gerada pela violência, o delegado geral Riedel Batista, em entrevista na tarde de ontem, revelou o acompanhamento que a polícia está fazendo em relação aos casos envolvendo menores de idade, como o registrado no início da semana, onde uma operadora de telemarketing foi assassinada.

No primeiro mês à frente do cargo, o gestor direcionou para a realização de um mapeamento destas ocorrências no Estado, de modo que elas possam ser combatidas e a justiça possa ser perseguida. "Nós realizamos um levantamento na Central de Flagrantes e constatamos que mais de 30 adolescentes têm mais de duas passagens pela polícia, por assaltos e até homicídios, mas estão soltos", disse.

Desse modo, o delegado geral defendeu que os menores cumpram a pena máxima de 3 anos, apontando para a necessidade de uma maior rigidez no trato com situações do tipo. "Em situação de flagrante, eles ficam 45 dias internados e depois são soltos.

É preciso que haja julgamento para que fiquem os três anos permitidos por lei", impôs. Em relação a esse ponto, Riedel Batista revelou o desejo de que ocorra mudanças na legislação, de modo que crimes praticados por menores de idade não fiquem impunes, segundo o delegado, os índices são altos e a importância de uma revisão aporta na diminuição dos índices de violência em todo o Piauí.

O defensor ainda detalhou a gravidade dos casos, que não se resumem aos assaltos, abrangendo assassinatos e latrocínios. A sensação de impunidade estaria provocando a reincidência, propagando o pavor na população.

"Cerca de 80% das ocorrências da polícia são relacionadas ao envolvimento de adolescentes, especialmente em roubos e furtos, mas também em homicídios e latrocínios. Eles cometem esses crimes constantemente por causa da impunidade", finalizou.

Fonte: Francy Teixeira