Rio de Janeiro já soma 39 mortos e 89 veículos incendiados em seis dias de ataques criminosos. Fotos!

Rio de Janeiro já soma 39 mortos e 89 veículos incendiados em seis dias de ataques criminosos. Fotos!

Nas primeiras horas deste sexto dia de ataques, quatro carros foram incendiados

O Rio de Janeiro já soma 39 mortos em seis dias de ataques criminosos na cidade e início das operações militares. Nesse período, 89 veículos foram incendiados.

Nas primeiras horas deste sexto dia de ataques, quatro carros foram incendiados. Um dos casos ocorreu na esquina das ruas Farme de Amoedo e Alberto de Campos, em Ipanema, bairro nobre da zona sul, onde bandidos queimaram um Fiat Punto. Policiais militares do 23º Batalhão prenderam dois suspeitos menores de idade que tentavam fugir para o Morro do Cantagalo.

O segundo incêndio desta madrugada aconteceu na rua Iguaperiba, em Brás de Pina (zona norte). Segundo a PM, dois homens fizeram o ataque ao automóvel e conseguiram fugir em seguida.

Por volta da 1h, uma Kombi foi encontrada em chamas em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

Por volta das 5h, um ônibus da Viação Caprichosa foi incendiado na Presidente Dutra, na pista sentido São Paulo, no km 164, próximo ao Jardim América. Os bombeiros foram para o local controlar o fogo. Em nenhum dos casos há informação de feridos.

Na quinta-feira (25), um total de 42 veículos foi incendiado no Rio de Janeiro. Só no final da noite, foram sete --seis na Região Metropolitana e outro na Região dos Lagos, no interior do Estado. O último caso foi de um automóvel queimado na avenida Brasil em frente à favela Kelson"s, na Penha (zona norte), às 23h45.

Por volta das 23h, um ônibus foi queimado na Avenida Pedro Lessa, na Vila Leopoldina, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), perto do limite com a cidade vizinha de São João de Meriti. Bombeiros do quartel de São João foram ao local apagar o fogo.

Na zona norte da capital, um carro foi incendiado na estrada João Paulo, em Honório Gurgel (zona norte), próximo ao complexo de favelas de Costa Barros. O incêndio foi controlado por bombeiros do quartel de Guadalupe. Também na zona norte, na rua Goiás, em Piedade, outro carro pegou fogo --a polícia investiga as causas.

Em Madureira, outro bairro da zona norte, um suspeito foi baleado e detido quando, segundo a PM, tentava atear fogo em um carro na rua Carolina Machado, perto do Madureira Shopping.

Ele foi encaminhado ao hospital estadual Carlos Chagas, na zona norte do Rio, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo. Outros três suspeitos conseguiram fugir, de acordo com os policiais do 41º Batalhão (Irajá).

Na estrada Grajaú-Jacarepaguá, que liga estes bairros das zonas norte e oeste, respectivamente, dois carros foram queimados, em um trecho cercado por favelas que descem até o bairro de Lins de Vasconcelos. O local é conhecido por ter diversos arrastões, pois não têm pontos de fuga.

Em Cabo Frio, na Região dos Lagos, um bandido parou um Celta, no bairro Jardim Esperança, mandou os ocupantes descerem e ateou fogo no carro. Anteriormente, outro carro havia sido incendiado em Cabo Frio, na praia do Forte (região central). A polícia investiga se a ordem teria partido de favelas do Rio.

Ao todo, na quinta-feira, 11 pessoas foram mortas --9 na favela do Jacarezinho (7 civis e 2 PMs) e 2 em Rocha Miranda, em um conflito na favela Palmerinha.

REFORÇO

Para hoje, a expectativa é de chegada de reforço na segurança com o apoio das Forças Armadas.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, assinou na noite desta quinta-feira uma autorização que determina às Forças Armadas o reforço do apoio ao governo do Rio nas operações de combate à onda de ataques que ocorre no Estado desde o domingo (21).

Na noite desta quinta-feira o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou que 300 agentes da Polícia Federal darão apoio às operações policiais que tentam coibir a onda de ataques no Rio.

Durante entrevista coletiva na sede da secretaria, Beltrame disse que a polícia vai permanecer na Vila Cruzeiro, na zona norte da cidade, que foi palco nesta quinta de uma grande operação policial.

"Não vamos sair da Vila Cruzeiro. É importante prender essas pessoas, mas é mais importante tirar território. Ações de repressão como as dessa quinta são importantes como parte de um projeto maior que é a retomada de território pelo Estado", afirmou.









































Fonte: Folha Online, www.folha.com.br