Santa Catarina registra novos ataques em diversas cidades do Estado

O estado vive uma nova onda de violência com ataques a ônibus e bases policiais

Mesmo com a chegada da Força Nacional a Santa Catarina a onda de violência continuou a assustar a população entre a noite desta sexta-feira e a madrugada de hoje. Segundo a Polícia Militar do Estado, foram realizados quatro novos ataques, sendo um atentado a tiros contra uma base da Guarda Municipal de São José, na Grande Florianópolis.

De acordo com testemunhas, dois homens em uma moto passaram pela avenida Beira Mar, no bairro Campinas, e efetuaram cinco disparos de arma de fogo contra a base da Guarda Municipal. Dois dos disparos acertaram o prédio, mas ninguém ficou ferido durante a ação criminosa. No momento do atentado, seis guardas trabalhavam no interior da base.

Mais tarde, por volta de 22h, quatro adolescentes atearam fogo em um veículo na cidade de Chapecó, no oeste catarinense. Os suspeitos passavam pela rua Independência, no Jardim Itália, quando decidiram colocar fogo em um automóvel que estava estacionado na rua. O carro ficou completamente queimado e ninguém se feriu. Os autores do delito fugiram do local de bicicleta. Ninguém foi localizado

Em Campos Novos, um incêndio consumiu um ônibus por volta das 4h. Segundo a polícia, o veículo era utilizado para o transporte de trabalhadores. O Corpo de Bombeiros esteve no local e apagou o fogo. Neste caso, mais uma vez, ninguém se feriu.

Minutos depois, foi a vez de um ônibus ser incendiado na garagem da empresa na cidade de Itapoá. De acordo com as investigações, os criminosos lançaram um artefato explosivo que atingiu a parte traseira direita do ônibus, quebrando um vidro e ocasionando o início de um incêndio no interior veículo, o qual foi controlado logo em seguida.

Na manhã de hoje, na cidade de Balneário Rincão, os bombeiros foram acionados por populares e no local verificaram a existência de três garrafas de álcool. Acionada, a Polícia Militar constatou que a casa é da irmão de um policial civil. O fogo atingiu apenas as aberturas da casa eum pedação do forro de um dos quartos. Ninguém se feriu.

Desde as primeiras horas do dia a Polícia Civil realizava uma operação para cumprir mandados de prisão em várias cidades do Estado. Segundo informações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), os detidos estavam sendo levados para a Academia da Polícia Civil (Acadepol). O número de detidos ainda não foi revelado pela polícia.

Transtornos

Na noite de ontem, usuários do transporte coletivo de Florianópolis enfrentaram terminais fechados nos bairros ou longas filas no centro da cidade para retornarem para casa na noite desta sexta-feira (15) devido à onda de ataques registrada em Santa Catarina.

Após muita polêmica durante a semana e a ameaça de paralisação das atividades às 19 h por parte do sindicato de motorista e cobradores de ônibus da cidade, o movimento foi intenso nos principais terminais no final da tarde.

Uma reunião entre representantes dos trabalhadores e autoridades de segurança definiu um sistema de escolta que possibilitou a ampliação do atendimento dos coletivos se estenderia até às 23 h. Mesmo assim, a situação não amenizou as filas e nem tampouco significou que os terminais dos bairros atendessem à população.

A reportagem do Terra percorreu cinco terminais de transporte de Florianópolis na noite desta sexta: Trindade, Central (TICEN), Rio Tavares, Santo Antônio de Lisboa e Canasvieiras. Em todos os pontos, usuários reclamaram da falta de informações por parte de governo e empresas concessionárias sobre os horários adotados diante da onda de atentados.

Os terminais dos bairros foram fechados por volta das 21h desta sexta. A circulação de ônibus em Florianópolis se restringiu a linhas que deixassem o centro e seguissem em direção aos bairros.

Desde o dia 30 de janeiro, foram registrados 106 atentados em pelo menos 32 cidades catarinenses.

Fonte: Terra, www.terra.com.br