Sete dos nove reféns de criminosos são da mesma família; polícia mantém buscas no RS

Sete dos nove reféns de criminosos são da mesma família; polícia mantém buscas no RS

s parentes pertencem à família Buratti, produtores rurais

Nove pessoas, sete delas da mesma família, ainda estão sob o poder dos assaltantes que explodiram uma fábrica de joias em Cotiporã (169 km de Porto Alegre), na serra gaúcha, na madrugada deste domingo (30). Os parentes pertencem à família Buratti, produtores rurais residentes na localidade de Linha 14 de Julho.

Os dois homens, as quatro mulheres e uma menina de 11 anos foram feitos reféns em casa, durante a fuga de quatro assaltantes. Os outros reféns são duas amigas que foram levadas por um dos assaltantes, que fugiu a pé pelo meio do mato.

A Polícia Civil e a Brigada Militar fizeram da prefeitura da cidade um QG, de onde comandam as buscas. As autoridades vêm recebendo telefonemas de moradores de região, que fornecem possíveis pistas que poderiam levar ao paradeiro do restante do bando. Entre as informações conseguidas, estão a descrição de carros suspeitos e de pessoas que cruzam o rio das Antas, que atravessa a localidade.

Os responsáveis pela operação consideram que, com a chegada da noite, encontrar os criminosos no meio do mata fica ainda mais difícil. Porém, policiais acreditam que os criminosos não estão preparados para uma fuga longa, com roupas e armamento pesado. Entretando, a polícia não descarta a hipótese do bando já ter conseguido sair da região.

Desde a noite do sábado (29), a polícia tinha conhecimento de que o grupo liderado por Elisandro Rodrigo Falcão, 31 anos, praticaria uma ação na serra. Só não se sabia em qual cidade. Por isso, alguns agentes já estavam de prontidão. Por volta das 20h30 do sábado (29), o bando passou pelo pedágo de Portão em direção a Cotiporã.

Falcão estava sendo monitorado havia cinco meses. Ele estava refugiado em uma praia do litoral norte gaúcho, e se dirigia até a região serrana para praticar os assaltos. Especialista em assaltos a bancos e carros-fortes com o uso de explosivos, Falcão era considerado o criminoso mais procurado do Rio Grande do Sul.

Foragido do regime semiaberto, Falcão havia deixado um recado para a polícia desde sua fuga: não voltaria para o presídio - se tivesse que morrer em confronto, morreria. Morreu. Ele é suspeito de ter responsabilidade na maioria dos assaltos a caixas eletrônicos e bancos com a utilização de explosivos nos últimos meses no Estado.

Fonte: UOL