STJ nega liberdade a condenado por morte de Dorothy Stang

A decisão contrária à liberdade de Galvão foi tomada por unanimidade pela Quinta Turma do STJ.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou nesta terça-feira (22) pedido de liberdade para Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, um dos condenados pela morte da missionária norte-americana Dorothy Stang, em 2005.

A decisão contrária à liberdade de Galvão foi tomada por unanimidade pela Quinta Turma do STJ.

A defesa de Galvão argumentou que a ordem de prisão é ilegal por não estar devidamente fundamentada. O relator do habeas corpus, o desembargador convocado Adilson Vieira Macabu, discordou e foi favorável à manutenção da prisão.

"Não estamos aqui diante de meros indícios, mas de uma condenação de 30 anos, nas circunstâncias e na forma como o crime foi cometido", afirmou o ministro relator, de acordo com a assessoria do STJ.

Outros dois pedidos de liberdade para Galvão já haviam sido negados pelo STJ, em fevereiro deste ano e em novembro do ano passado.

Galvão foi condenado em 2010 a 30 anos de prisão. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da missionária. Está preso desde setembro de 2011.

Dorothy Stang foi morta por um pistoleiro em 2005, aos 73 anos, quando estava a caminho de um assentamento de agricultores em Anapu (766 km de Belém, no oeste do Pará). Cinco pessoas foram condenadas por seu assassinato.

Rayfran das Neves Sales foi acusado de ter efetuado os disparos, tendo Clodoaldo Batista como coautor.

O fazendeiro Amair Feijoli foi acusado de ser o intermediário entre os fazendeiros que queriam encomendar o crime e os pistoleiros.

Batista está foragido desde fevereiro de 2011. Feijoli e Sales atualmente cumprem pena.

Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser outro mandante do crime, também está preso.

Fonte: Folha