Funcionário da Petrobras suspeito de atirar ex do terraço de casa na virada de ano se entrega

Funcionário da Petrobras suspeito de atirar ex do terraço de casa na virada de ano se entrega

Estudante Nívia Araújo, de 24 anos, teve morte cerebral nesta sexta.

O funcionário terceirizado da Petrobras Leonardo Carvalho de Oliveira, de 25 anos, se entregou na noite deste sábado, por volta de 21h10, na 73ª DP (Neves), em São Gonçalo. Ele estava sendo procurado pela polícia por suspeita de jogar a ex-namorada, a estudante de direito Nívia Araújo, 24 anos, do terraço da casa dela, no Rocha, em São Gonçalo. Na tarde de sexta-feira, Nívia teve morte cerebral decretada pelos médicos.

A universitária teria passado o réveillon com amigas e quando chegou em casa foi surpreendida pelo ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento. Ele a esperava no portão. Depois de quebrar o quarto da jovem, Leonardo de Oliveira a teria jogado do terraço do imóvel, de três andares, por volta das 4h da última quarta-feira, primeiro dia do ano.


Suspeito de jogar a ex-namorada do terraço em São Gonçalo se entrega

Depois da queda, Leonardo teria ligado para os bombeiros alegando que ela estava estendendo roupa no varal quando caiu. Ele a acompanhou na ambulância até o Hospital Estadual Alberto Torres (mais conhecido como Hospital Geral de São Gonçalo), no Colubandê, e depois sumiu. De acordo com os médicos responsáveis pelo atendimento, ela sofreu traumatismo craniano, fraturas nos braços, perna e coluna e teve o pulmão perfurado.

Acusado chegou acompanhado de advogados

Leonado, que é técnico em eletrônica, chegou acompanhado dos advogados Rogério Cupti e Bruna Cunninghan. Segundo o advogado, ele não teria se apresentado antes porque estava sem defesa.

Na sua versão sobre a morte da estudante de Direito, que tinha 24 anos, Leonardo teria sido convidado para encontrar com a vítima na casa dela. Uma vez lá, ele a teria visto chegar num carro, mas Nívea se recusou a recebê-lo. Ele, então, arrombou a porta e os dois acabaram brigando.

Leonardo contou, ainda, aos advogados, que teria percebido uma mancha de sangue na roupa da ex-noiva, na altura do abdômen, mas que ela não teria explicado a causa. Segundo ele, os dois chegaram a fazer as pazes. Nívea teria subido, em seguida, para o terraço. Como ele demorou muito para voltar, ele decidiu subir até lá. Leonardo afirma que a ex-noiva já estava pendurada na grade quando ele a viu, e acabou caindo.

O advogado Rogério Cupti afirmou que vai entrar com um pedido de liberdade para Leonardo nos próximos dias. Durante o depoimento de Leonardo, parentes de Nívea chegaram à delegacia e protestaram contra o que alegaram ser mentiras do suposto assassino da estudante.

Fonte: O Globo