Suspeito de planejar morte da sua família tem histórico criminal

Suspeito de planejar morte da sua família tem histórico criminal

Jimmy Robert responde na justiça por processo por posse de drogas

O publicitário Jimmy Robert de Queiroz Brito, suspeito de ser o mentor da morte do próprio pai, da tia e da prima na segunda (21) e terça-feira (22) em Manaus, já tinha um histórico criminoso na Justiça do Amazonas. O suposto mandante do triplo homicídio da família Belota responde por porte de drogas e chegou a ser indiciado pelo crime de fraude em 2008. Além disso, uma jovem registrou queixa na polícia contra Jimmy alegando injúria em 2010.

Consta no acervo do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que em 11 de abril de 2008 o publicitário foi indiciado pela primeira vez por fraude. Na época, Jimmy Robert foi acusado da prática de crime previsto no art. 171, inciso I do Código Penal Brasileiro, que trata da disposição de coisa alheia como própria: vende, permuta, dar em pagamento, em locação ou em garantia coisa alheia como própria. O processo foi arquivado em dezembro de 2011 pela 5ª Vara Criminal da capital, no Fórum Henoch Reis.

Já em março de 2010, uma jovem de 21 anos registrou Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra Jimmy Robert no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A suposta vítima relatou que foi ofendida com palavras de baixo calão, tendo a honra maculada. Porém, a mulher não ingressou com queixa-crime, prazo de reclamação prescreveu e o juiz encerrou o caso em setembro do mesmo ano.

No dia 24 de abril de 2012, a polícia instaurou inquérito para investigar o envolvimento de Jimmy e mais três suspeitos flagrados com drogas pela polícia em via pública, por volta de meia-noite na Rua Carvalho Moreira, no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus.

Segundo consta no processo, com o publicitário e mais três homens, com idades entre 22 e 18 anos, foram encontrados quatro cigarros de uma erva seca e duas pedras de substância seca prensada, que posteriormente foi constatado pela perícia como maconha. Jimmy confessou o porte da droga ainda em depoimento no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Na ocasião, ele disse ainda que consumia esporadicamente maconha.

Diferentemente dos dois processos criminais por fraude e injúria, Jimmy ainda será julgado pela justiça e pode ser condenado. No próximo dia 20 de fevereiro, às 9h30, a primeira audiência será realizada 15ª Vara do Juizado Especial Criminal.

Ainda está previsto para ocorrer no dia 19 de junho deste ano, às 10h, a audiência de instrução e julgamento, no Fórum Desembargador Mário Verçosa, no bairro Aparecida. Nesta audiência, o juiz possivelmente fará a sentença dos réus.

Os outros dois suspeitos de envolvimento da chacina da família Belota, Rodrigo de Moraes Alves, de 19 anos, namorado de Jimmy, e Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães, 18 anos, não possuem registros criminais no Tribunal de Justiça do Amazonas. No entanto, Rodrigo foi testemunha no processo de homicídio qualificado do próprio irmão morto com dois anos em 2009. O pai de Rodrigo foi acusado como autor do crime, chegou a ser preso e conseguiu liberdade provisória. Na ocasião, a criança foi espancada até a morte.

Entenda o caso

Maria Gracilene, 55 anos, e a filha Gabriela Belota, 26, foram encontradas mortas pela empregada doméstica por volta das 8h, na manhã de terça (22). Conforme a polícia, ambas apresentavam sinais de estrangulamento, no apartamento da família, localizado no Condomínio Parque Solimões, Zona Sul de Manaus.

O cachorro da vítima, um yorkshire chamado Rick, também foi morto. O corpo da filha, que era estudante do curso de Odontologia, da Universidade do estado do Amazonas (UEA), estava em cima de uma cama, enrolado em um lençol e o da mãe, que era coordenadora-geral de Comércio Exterior da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no corredor da residência.

Segundo a polícia, Jimmy usou o cachorro de Gabriela como disfarce para o crime. Ele disse para a prima que ia passear com Rick no condomínio e deu a chave do apartamento para o namorado, que entrou no local com o outro suspeito e matou a jovem.

O pai de Jimmy, Roberval Roberto de Brito, de 63 anos, foi encontrado morto também na terça-feira, na casa em que vivia, na rua Rêgo de Barros, no bairro São Raimundo. A Polícia Militar disse que ele foi encontrado jogado em cima da cama e com as mãos amarradas, também com sinais de estrangulamento.

Fonte: G1