Suspeitos usavam telefones para fraudar vestibular no Paraná

Suspeitos usavam telefones para fraudar vestibular no Paraná

Eles faziam concurso para o Centro Universitário de Maringá, no domingo (29)

As 11 pessoas que foram presas por suspeita de fraude no vestibular de medicina do Centro Universitário de Maringá (Cesumar), no norte do Paraná, pagaram fiança de R$ 2 mil cada, e foram liberados nesta segunda-feira (30). A informação foi confirmada pelo delegado Leandro Muniz, que investiga o caso.

Os suspeitos foram flagrados pela organização do concurso com pontos eletrônicos e celulares escondidos pelo corpo. Os aparelhos foram identificados por detectores de metal que estavam instalados em alguns pontos da instituição, como nos banheiros, e os envolvidos foram encaminhados a uma delegacia de Maringá.

A investigação, de acordo com Muniz, ainda procura pistas de quem teria repassado os celulares aos candidatos. ?Todos apresentaram descrições diferentes, cada um fala uma versão. Eles devem ser orientados a não falar nada, essas descrições não devem ser reais?, afirmou o delegado. Questionado se o esquema pode ter relação com outra fraude semelhante, ocorrida na Uningá em 2011, o delegado afirmou que ainda é prematuro estabelecer essa ligação.

Muniz também apurou que o nenhum dos candidatos efetuou pagamento aos fornecedores dos celulares. ?O serviço seria pago depois que eles fossem aprovados?, explicou o delegado, que disse que os aparelhos apreendidos continham diversas respostas referentes ao gabarito do concurso.

Este foi o primeiro vestibular de medicina do Cesumar, e a concorrência chegou a mais de 24 candidatos por vaga. O valor da mensalidade é de R$ 4.446. Em nota, o centro universitário informou que alguns dos candidatos envolvidos na fraude são dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Minas Gerais. O resultado do vestibular será mantido, pois, segundo o centro universitário, os estudantes não chegaram a fraudar as provas.

Todos os candidatos que foram presos vão responder a processo por fraude em concurso.

Fonte: G1