Homem se identifica como policial e executa um taxista em boate

Homem se identifica como policial e executa um taxista em boate

taxista ainda foi levado para o Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra, mas não resistiu aos ferimentos

Um taxista identificado como Rafael José Rodrigues da Silva, de 31 anos, morreu após uma discussão com um homem que se identificou como policial em frente à boate Barra Music, na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na madrugada desta sexta-feira. Segundo as primeiras informações da Polícia Militar, por volta das 4h houve um desentendimento entre ele e o desconhecido. O homem deu coronhadas e dois tiros em Rafael, fugindo em seguida num Honda Civic preto.

Parentes do taxista foram para o local logo ao saberem do crime. A funcionária pública Keyla Araújo, cunhada de Rafael, conversou com testemunhas, que deram detalhes sobre o assassinato. Segundo ela, o taxista esperava por corridas quando viu um rapaz aparentemente embriagado. Rafael, então, alertou o homem a respeito de uma blitz da Lei Seca que estava sendo realizada perto dali.

- Meu cunhado, com certeza, estava até tentando uma corrida. Mas o sujeito entrou no carro e foi embora. Logo depois, ele voltou, indignado porque a blitz não estava onde o Rafael dissera. O sujeito, então, disse: ?O, rapaz, tá querendo brincar com polícia??. E partiu para cima, dando coronhadas no meu cunhado - contou Keyla.

De acordo com ela, Rafael - que é irmão de uma policial e tem dois cunhados policiais - tentou se defender, mas o desconhecido acertou pelo menos dez golpes na cabeça do taxista. Em seguida, ele deu um tiro que acertou Rafael na barriga.

- Depois fez outro disparo que acertou meu cunhado na cabeça. E fugiu no Honda Civic. Um absurdo isso que aconteceu. O Rafael era um sujeito pacato, super calmo e ligado à família - disse Keyla.

O taxista ainda foi levado para o Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra, mas não resistiu aos ferimentos. Ele tinha três filhos, de 1 ano, 6 anos e 8 anos. O caçula está prestes a fazer aniversário.

Policiais da Divisão de Homicídios (DH) assumiram o caso. As testemunhas foram levadas para a delegacia para prestar depoimento. Parentes de Rafael também estão na DH. O corpo do taxista permanece no hospital e ainda não há informações sobre local e horário do sepultamento.

Fonte: Extra