Testemunha que viu garota ser atropelada por jet ski vai depor

Testemunha que viu garota ser atropelada por jet ski vai depor

O advogado da família do suspeito afirmou que, por conta do assédio da imprensa e por segurança, o garoto não tinha condições de depor.

A Polícia Civil deverá ouvir nesta sexta-feira (24) novas testemunhas sobre a morte da menina Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, morta após ser atropelada por um jet ski na Praia de Guaratuba, em Bertioga, no Litoral Norte de São Paulo, no sábado (18). Entre os depoimentos aguardados para esta sexta está o de uma pessoa que diz ter visto quando a garota foi atropelada.

Nesta quinta (23), a mãe de Grazielly, Cirleide Lames, afirmou que a família do adolescente suspeito de conduzir o equipamento ainda não havia entrado em contato com ela. A declaração foi dada logo após prestar depoimento na delegacia da cidade.

?Até o momento nenhum [contato], nenhum telefonema. Isso é o que mais deixa a gente triste. Eles não prestaram nenhum tipo de socorro no momento. E isso é muito difícil?, disse a mãe. Ao comentar a declaração do advogado de que a família do suspeito também sofre por conta do acidente, Cirleide disse: ?Eu queria que a mãe dele colocasse o filho dela no lugar da minha filha. Aí ela saberia o que é sofrimento".

A mãe lamentou ainda a demora no socorro da filha. ?Se o socorro tivesse chegado mais rápido, eu ainda estaria com a minha filha.? Até esta quinta, cinco pessoas já haviam sido ouvidas pela polícia: o pai e a mãe da garota, os tios dela e um caseiro. A expectativa era que o adolescente de 13 anos, que é suspeito de conduzir o jet ski no momento do acidente, fosse até a delegacia acompanhado pelos pais.

O advogado da família do suspeito, Maurimar Bosco Chiasso, afirmou, no entanto, que, por conta do assédio da imprensa e por segurança, o garoto não tinha condições de depor nesta tarde. O depoimento da família acontecerá posteriormente.

Segundo o delegado Maurício Barbosa Júnior, que conduz o inquérito, a defesa se comprometeu a encaminhar os familiares até a delegacia, apesar de eles morarem em outro município.

Fonte: G1