Tiro em professora teria sido brincadeira que não deu certo

Foi tomado no dia de hoje o depoimento da diretora da escola Alcina Dantas Feijão, Márcia Gallo

A Polícia Civil de São Paulo teve nesta segunda-feira uma informação que pode explicar a motivação de um menino que atirou na professora e depois se matou na última quinta-feira, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. A delegada Lucy Mastellini Fernandes afirmou ter tomado um depoimento que descreve o ato como uma "brincadeira que não deu certo".

Foi tomado no dia de hoje o depoimento da diretora da escola Alcina Dantas Feijão, Márcia Gallo, que relatou ter ouvido da psicóloga o relato sobre a "brincadeira". De acordo com o depoimento, logo depois dos tiros uma criança procurou a psicóloga da escola para dizer ter ouvido do menino que faria esta brincadeira. "A bala ter sido disparada pode ser a explicação para o menino ter se matado depois", disse Lucy.

As investigações da polícia seguem com oitivas relacionadas ao inquérito de acordo com o seguinte plano: na quarta-feira, a delegada ouve psicóloga e crianças na escola; na manhã de quinta-feira será tomado o depoimento da professora ferida. Finalmente, na sexta-feira de manhã, será ouvido o pai do menino.

A professora Rosileide Queiros de Oliveira continua internada em observação no instituto central do Hospital das Clínicas, em São Paulo. De acordo com as últimas informações publicadas pela assessoria do hospital na manhã desta segunda-feira, o estado de saúde de Rosileide é estável.

A professora continua consciente, mas não existe nenhuma previsão de alta. Na sexta-feira, ela passou por uma cirurgia para retirar a bala que atingiu a região do quadril.

Entenda o caso

O crime aconteceu na escola que fica no bairro Mauá, por volta das 15h50. O aluno, do 4º ano, disparou contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos, dentro da sala de aula, que era ocupada por 25 alunos. Em seguida, segundo testemunhas, o aluno se retirou da sala de aula e disparou contra a própria cabeça. O garoto chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

A diretora da escola afirmou que não há registro de nenhum atrito entre a professora e o jovem. A coordenadora pedagógica da escola, Bernardete Cunha, disse que o serviço de orientação nunca recebeu a visita do menino.

A polícia vai investigar agora se o pai do menino foi omisso, já que a arma do crime pertencia a ele. De acordo como o guarda, o revólver estava guardado na parte de cima de um armário. Ainda assim, ele pode ser beneficiado com o perdão judicial, dado a quem já teve um sofrimento maior do que qualquer tipo de pena aplicável pelo sistema judicial, segundo a delegada responsável pelo caso, Lucy Mastellini Fernandes.

Fonte: Terra, www.terra.com.br