Torcedor do São Paulo é baleado na cabeça

Ele teve lesão cerebral e está em estado grave

O torcedor do São Paulo que foi baleado na cabeça supostamente por um policial militar antes do jogo Goiás x São Paulo teve lesão cerebral e está em estado grave, informou no começo da noite o Hospital de Base de Brasília, onde ele está internado.

Segundo o hospital, Nilton César de Jesus, de 26 anos, foi transferido de helicóptero do Hospital Regional do Gama para Brasília no começo da noite. Ele foi submetido a exames de tomografia e está internado no setor de politraumatismo do Hospital de Base.

Apesar de respirar sem a ajuda de aparelhos, o torcedor corre risco de morte, segundo o hospital. Um novo boletim médico só vai ser liberado nesta segunda-feira pela manhã.

O policial suspeito de disparar o tiro deve depor à Corregedoria da Polícia Militar. Ao G1, a PM informou que o caso seria investigado, mas não revelou o nome do policial envolvido no caso nem quando ele deve depor.

Jesus foi baleado após confronto entre torcedores dos dois times em frente ao shopping da cidade. O torcedor do Gama Geraldo da Silva, que estava em frente ao shopping, disse que um policial teria dado uma coronhada no torcedor são-paulino, que teria se envolvido em uma confusão com torcedores do Goiás. Durante a agressão ao torcedor, a arma teria disparado.

Outro caso de ferimento a bala foi registrado antes do jogo. A estudante Kessie Santos, 18, teve cortes profundos em uma perna decorrente de estilhaços de bala. Ela e a irmã estavam indo ao shopping que fica em frente ao estádio do Bezerrão para assistir ao jogo na praça de alimentação. Às 20h, a estudante prestava depoimento em uma delegacia do Gama.

Segundo a PM, os estilhaços seriam de balas de borracha disparadas no mesmo confronto entre torcedores do São Paulo e do Goiás que terminaram com o são-paulino baleado na cabeça.

A mãe da estudante, Marineide Santos, porém, diz que os médicos que atenderam a menina não confirmaram se os estilhaços eram de balas de borracha. A menina passa bem.A Polícia Militar destacou mais de 1.100 homens para trabalhar na segurança do jogo que definiu o São Paulo como campeão brasileiro. O número é superior ao usado normalmente pela PM de São Paulo em jogos no Morumbi, quando são destacados em média 400 policiais por partida.

Os incidentes no estádio do Gama neste domingo podem manchar as pretensões da administração da cidade-satélite de sediar jogos ou treinos de seleções na Copa do Mundo de 2014, caso a região Centro-Oeste venha a ter uma cidade como sede de partidas oficiais. o Gama "disputa" com Brasília a chance de ter jogos em 2014.

Fonte: g1, www.g1.com.br