Treinamento confere humanização para os agentes penitenciários do Piauí

O curso de procedimentos especiais para agentes penitenciários garante uma formação mais humanizada para os profissionais

Após a repercussão nacional da violência nos presídios do Piauí, a Academia/Escola de Formação Penitenciária do Piauí (Acadepen) realiza, desde segunda-feira (27), um curso de procedimentos especiais para agentes penitenciários.

A formação garante uma formação mais humanizada para os profissionais que atuarão no novo presídio estadual, localizado na cidade de Altos.

As táticas adquiridas nesta formação são as mesmas aplicadas na Penitenciária de São Raimundo Nonato, e segundo a presidência da Academia, poderá conter as atividades criminosas que ocorrem dentro das unidades prisionais.

A capacitação é uma parceria entre o Departamento Penitenciário Nacional e a Acadepen. É um curso de procedimentos e gestão prisional voltado para a dignidade humana do detento, além da formação tecnica dos novos agentes que trabalharão no presídio de Altos, previsto para inaugurar no próximo mês de maio.

A direção da Escola de Formação Penitenciária do Piauí avalia que os profissionais que começarão a trabalhar no presídio irão com uma visão única de todo o grupo, integrada, assim como na Penitenciária de São Raimundo.

Ainda segundo o órgão, profissionais são capacitados para trabalhar adequadamente no setor prisional, de acordo com os tratados internacionais de valorização da vida humana.

A atividade acontecerá até dia 8 de maio e capacita cerca de 35 profissionais. O curso é ministrado por agentes penitenciários federais e técnicos do Ministério da Justiça. Outro ponto positivo é que os alunos deste curso têm o potencial de se tornar multiplicadores dos procedimentos atuais de trato ao detento.


Meta é combater organizações criminosas dentro dos presídios

Outra grande função do curso ministrado pela Academia de Polícia é combater diretamente as organizações criminosas originadas dentro dos presídios.

Segundo informações noticiadas nacionalmente, líderes de facções criminosas no sistema prisional do Piauí criaram um código de conduta próprio "para colocar ordem nos presídios".

No código de conduta dos presos há regras tanto para quem já está lá dentro, quanto para quem acaba de chegar.

Nessas "leis" existem punições para internos que descumpriram alguma ordem, como entrar numa cela calçado ou paquerar a mulher de um colega, por exemplo.


Fonte: Olegário Borges