Uma em cada cinco violentada no PI

A nova lei aumentou de um para três anos o tempo de prisão dos agressores

No Brasil, uma em cada cinco mulheres j? sofreu algum tipo de viol?ncia f?sica, sexual ou outro abuso praticado por um homem (dados da Funda??o Perseu Abramo). Para a delegada Vilma, o fato deve ser relatado o m?ximo poss?vel para que as pessoas deixem de ver o fato como algo comum ou que n?o merece a repreens?o.

?Por incr?vel que pare?a, muitas mulheres ainda t?m uma vis?o machista nesse sentido. Isso n?o pode ocorrer mais. A mulher agora pode se defender e isso ningu?m tira dela?, diz a delegada.

?A lei ampliou as maneiras de agress?o ? mulher. Por isso temos muito mais homens sendo detidos e presos?, complementa. As agress?es f?sicas ou psicol?gicas contra a mulher eram consideradas crimes leves e tratadas por juizados especiais, antes da lei Maria da Penha. Agora, esses delitos s?o caracterizados como pesados e encaminhados a juizados criminais.

A nova lei aumentou de um para tr?s anos o tempo de pris?o dos agressores e eliminou o pagamento de cestas b?sicas como forma de puni??o. Al?m disso, tipificou a viol?ncia psicol?gica, caracterizada por amea?as, intimida?es e ass?dio. Mesmo com a seguran?a proporcionada pela nova lei, a delegada acredita que ainda ? grande a quantidade de

mulheres que n?o fazem registro de ocorr?ncia, principalmente entre as pessoas de maior poder aquisitivo.

? alto tamb?m, de acordo com a delegada, o ?ndice de mulheres que fazem o registro mas, depois, recuam e decidem retirar a queixa. Quando isso acontece por press?es e amea?as do agressor, a Lei Maria da Penha prev? puni?es severas. Muitas vezes, por?m, a mulher decide voltar atr?s por

outro motivo: a depend?ncia econ?mica do parceiro.

?A depend?ncia financeira ? muito cruel. Uma mulher com tr?s filhos, sem fam?lia e sem o marido, fica em situa??o muito complicada. Mas se ela ficar a vida inteira com esse agressor, ela nunca vai ter a oportunidade de ser feliz. O que a gente recomenda, ent?o, ? que a mulher n?o deixe de estudar, n?o deixe de trabalhar, para n?o acabar presa a seu companheiro?.

Fonte: Francisco Lima, Jornal Meio Norte