Suspeita de matar empresário em motel vai a júri popular

Suspeita de matar empresário em motel vai a júri popular

Juiz manteve acusação de homicídio, mas não de ocultação de cadáver.

A jovem Verônica Verone, de 18 anos, que é suspeita de matar o namorado num motel em Niterói, no Rio de Janeiro, vai a júri popular. A decisão, publicada nesta sexta-feira (30) no Diário da Justiça, é do juiz Peterson Barroso Simões, da 3ª Vara Criminal de Niterói. O empresário Fábio Gabriel Rodrigues, de 33 anos, morreu enforcado no dia 14 de maio.

O juiz não aceitou a tese da defesa de que Verônica seria inimputável por sofrer de problemas mentais. Segundo ele, "o exame de sanidade mental, ao qual a acusava foi submetida, apontou que a mesma era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato".

Para o juiz, Verônica tem que ser julgada por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O magistrado, no entanto, não aceitou a denúncia do Ministério Público de que Verônica também deveria responder por ocultação de cadáver.

"A acusada seria capaz de transportar o corpo da vítima para a garagem do hotel. Logo, poderia levar o corpo para outro lugar, no qual pudesse proceder à acusação, se quisesse. No entanto, resolveu deixá-lo na garagem do motel, local de circulação de funcionários, onde poderia ser facilmente encontrado, como ocorreu", explicou o juiz na sentença.

"Eu não matei Fábio, matei meu pai"

Em interrogatório no dia 19 de agosto, Verônica negou que tivesse tentado matar o empresário. Mas confessou que o atacou com um cinto porque, segundo disse, "ficou cega" quando ele tentou tirar sua roupa, e quis agredi-lo. "Agora caiu a ficha, eu não matei Fábio, matei meu pai", disse ela, que alega ter sido violentada na infância pelo pai, já falecido. Quando Fábio tentou tirar sua roupa, segundo contou ao juiz, ela viu nele o rosto do pai.

Problemas mentaisA mãe de Verônica, Elizabeth Verone de Paiva, foi ouvida no mesmo dia como testemunha de defesa. Ela disse que a filha e Fábio sempre foram muito amigos, que ele tinha muito carinho por ela e a chamava de "meu bebê". Segundo Elizabeth, ele frequentava a casa dela e a chamava de tia.

Crime

O assassinato aconteceu dia 14 de maio em um motel da Região Oceânica de Niterói. Segundo o inquérito, Fábio foi morto por asfixia mecânica, enforcado por um cinto.

Fonte: g1, www.g1.com.br