Veterinário quer buscar sangue de Eliza Samudio em pelagem dos 4 cães adultos

Veterinário quer buscar sangue de Eliza Samudio em pelagem dos 4 cães adultos

O veterinário informou que está descartada a possibilidade de uma endoscopia nos animais.

O veterinário Fernando Pinheiros chegou ao Departamento de Investigações de Homicídios de Minas Gerais, na manhã desta terça-feira, para ajudar na localização de vestígios do corpo de Eliza Samúdio, ex-amante do goleiro Bruno, nos quatro cães adultos encontrados na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos. Conhecido como Bola, ele é suspeito de ter executado a jovem e citado em inquérito na Corregedoria da Polícia Civil, como envolvido em dois assassinatos semelhantes.

O veterinário informou que está descartada a possibilidade de uma endoscopia nos animais. Ele disse ainda que vai sugerir à polícia dois procedimentos: o uso de Luminol na pelagem dos cães para procurar algum vestígio de sangue e uma varredura minuciosa na casa do ex-policial civil, para tentar encontrar fezes antigas posteriores a data do crime ocorrido, segundo a polícia, no dia 9 de junho.

No Departamento de Investigações, um esquema especial foi montado para acomodar a imprensa, que aguarda a chegada dos envolvidos no caso para uma acareação. A polícia quer ouvir o goleiro Bruno, o ex-policial civil conhecido como Bola, Luiz Romão, o Macarrão, e o menor de 17 anos que testemunhou o crime.

No fim de semana, o juiz Marcius Ferreira, da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro, declarou que não pretendia autorizar a transferência do menor , que está no Rio. Mas, atendendo a um pedido do Ministério Público estadual e da Justiça mineira, ele mudou de ideia nesta segunda-feira. O adolescente será levado pelo Degase para Belo Horizonte nas próximas 48 horas.

Na noite desta segunda-feira, o Jornal Nacional dedivulgou um depoimento que pode complicar o ex-jogador do Flamengo e sua mulher , Dayanne de Souza. A reportagem mostra que o menor de 17 anos envolvido no desaparecimento de Eliza contou versões diferentes do ocorrido ao Ministério Público e à polícia.

Fonte: O Globo, www.oglobo.com.br