"Vou te matar como matei seu filho", diz com frieza carta anônima enviada à mãe de vítima

"Vou te matar como matei seu filho", diz com frieza carta anônima enviada à mãe de vítima

O principal suspeito é o ex-marido da doméstica Heliane de Cássia Silva

Uma doméstica passou a conviver com o medo após o assassinato do filho em São Gonçalo do Sapucaí, no sul de Minas Gerais. Heliane de Cássia Silva recebeu uma carta anônima com ameaças de morte. O principal suspeito é o ex-marido dela.

O drama da doméstica começou há um ano, quando o filho dela foi assassinado pelo ex-padrasto na casa em que eles moravam. Clóvis Bento, de 41 anos, estava alcoolizado. Depois do disparo, ele agrediu a mulher e fugiu. Um mês depois do crime, o suspeito se apresentou acompanhado de um advogado e prestou depoimento.

Ao delegado, ele assumiu que estava com a arma, mas disse que o disparo aconteceu de forma acidental. Após ser ouvido, o suspeito foi liberado.

O inquérito do assassinato já foi encaminhado à Justiça. O delegado classificou o caso como homicídio doloso, quando há a intenção de matar. O laudo feito pela perícia desmentiu a versão apresentada pelo suspeito.

Carta

A carta de ameaça é mais um capítulo na história. Um novo inquérito foi instaurado para apurar quem escreveu o texto, montado com letras recortadas de revistas e jornais e com a frase ?você vai morrer como seu filho?.

Eliane registrou um boletim de ocorrência e conta com proteção da Justiça, mas ela teme que a determinação judicial não impeça uma vingança por parte do ex-marido.

Essa não foi a primeira ameaça sofrida pela doméstica. Eliane disse que três meses depois do crime, recebeu uma ligação de Bento. Ao telefone, ele teria dito que iria atrás da ex-mulher para matá-la. Mesmo assim, ela se diz pronta para ficar cara a cara com o ex.

? A minha vontade é saber por que ele fez isso com meu filho.

Segundo a promotora responsável pelo caso, Gláucia Pacheco, a denúncia contra Clóvis Bento já foi recebida pelo Ministério Público. Uma audiência vai ser marcada para que o suspeito seja ouvido.

Fonte: r7