Aécio Neves dispara contra Marina Silva: 'Não é uma eleição para homenagens'

Aécio afirma que começou uma "segunda eleição" desde a morte de Campos

Aécio Neves (PSDB) participou nesta quarta-feira da série de sabatinas promovidas pelo GLOBO com os quatro principais candidatos à Presidência da República. A entrevista foi marcada por várias críticas do tucano à candidata Marina Silva, que aparece 20 pontos à frente de Aécio nas pesquisas.

O ex-governador de Minas falou que essa "não é uma eleição para homenagens" e se apresentou como "um caminho de mudança segura". - Tenho propostas para o Brasil, é isso que me anima. O que é a nova política? Governar com um terceiro time do PSDB e o PT?

Mesmo criticando Marina, o senador "lamentou" que a rival não tivesse apoiado José Serra no segundo em 2010, ele afirmou que não é hora de acenar possíveis apoios em uma eventual disputa entre Dilma e Marina. Na ocasião, ele declarou ter "uma seleção brasileira de pessoas" ao seu lado em eventual governo.

Aécio afirma que começou uma "segunda eleição" desde a morte de Campos. Ele declarou que, nas urnas, vai prevalecer "a onda da razão", em menção velada a Marina. - Nós estamos tendo uma segunda eleição. Tivemos uma eleição até o acidente que vitimou Eduardo Campos. Temos uma eleição nova e precisamos nos adaptar a essa nova realidade. Tenho feito um esforço maior e vou fazer até o útlimo dia dessa eleição - disse Aécio - Acredito que no momento da decisão vai prevalecer a onda da razão.

O ex-governador de Minas criticou ainda a "nova política" de Marina. Ele disse que pretende arrancar votos de Dilma e Marina "mostrando as contradições das candidatas". - Eu vejo Marina falar muito dessa nova política. Sou de uma terra que sempre ensinou que existe é a boa e a má política. O candidato fez críticas à emenda da reeleição, votada com apoio do PSDB no primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O presidenciável afirma que vai tentar acabar com a possibilidade de reeleição, que ele chamou de "covardia". - Não há limite entre o público e o privado. A atual presidente acabou por desmoralizar a reeleição. Os atos de reeleição da presidente Dilma são atos de governo - acusou - Nós temos que ver aquilo que deu errado e modificar.

Houve uma decisão tomada pela maioria do Congresso Nacional. Eu temo muito pelos próximos quatro anos que nós vamos ter pela frente - disse. Após ter feito duras críticas ao PT, Aécio foi questionado sobre o Mensalão Mineiro. O candidato afirmou que o tucano Eduardo Azeredo, que já participou de alguns eventos da campanha de Aécio em 2014, tem que ter chance de defesa. - Eduardo Azeredo responde por isso. Tem que dar chance de defesa a ele. Se alguém for comprovadamente responsabilizado, não será tratado pelo PSDB como fez o PT, como herói nacional. Porque isso, acima de tudo, deseduca.


Fonte: O Globo