Brasil teme por segurança na embaixada

Chanceler afirma que Honduras não considera Embaixada zona inviolável

 O Brasil está preocupado com a segurança dos funcionários e de todos os que estão abrigados na Embaixada brasileira em Honduras. Foi o que disse o chanceler Celso Amorim na reunião do Conselho de Segurança da ONU. Segundo Amorim, o governo interino de Honduras já deu sinais de que não considera a Embaixada uma zona inviolável. Enquanto não se chega a um acordo, a população hondurenha vive uma nova e incomoda rotina: a incerteza.

O toque de recolher voltou a ser imposto às 19h de quinta-feira (24), foi suspenso na manhã desta sexta (26) e foi decretado de novo na noite desta sexta. Durante a tarde, o presidente deposto disse que o prédio foi alvo de um ataque a gás. O único diplomata brasileiro que está dentro da Embaixada, encarregado de negócios, Francisco Catunda, comunicou ao Itamaraty que foi sentido um cheiro de gás nos arredores da missão e que algumas pessoas passaram mal.

Micheletti

Depois de muita insistência, o presidente interino Roberto Micheletti concordou em dar uma entrevista coletiva para os jornalistas brasileiros. Ele diz que não negocia se Manuel Zelaya, deposto em junho, não desistir de voltar ao poder. Com isso, a crise política em Honduras continua sem solução.

O presidente interino disse que esta cercando a Embaixada do Brasil para proteger o povo hondurenho e para atender um pedido do presidente Lula de dar segurança aos que estão na representação brasileira. Ao ser perguntado a razão de não se permitir a entrada de jornalistas brasileiros, que são cidadãos brasileiros, na Embaixada, que segundo as leis internacionais é território do Brasil, Micheletti desconversou. “Peça para seu chanceler, Celso Amorim, ligar para nós e autorizar a entrada dos senhores”, afirmou. Isso dificilmente vai ocorrer, pois o governo Lula não reconhece o governo provisório.

Fonte: g1, www.g1.com.br