Pré-Sal: Câmara de Vereadores cobra sanção de Dilma Rousseff

Esta é a primeira vez que a CMT se posiciona a respeito da questão.

A Câmara Municipal de Teresina aprovou nesta semana, por unanimidade, requerimento formal que cobra a sanção do projeto de distribuição dos royalties do petróleo pela presidente Dilma Rousseff (PT) e uma comissão formada por vereadores deverá ir a Brasília ainda este mês. Esta é a primeira vez que a CMT se posiciona a respeito da questão.


Câmara cobra sanção de Dilma e condena postura de Sérgio Cabral

O documento será assinado pelos 21 parlamentares municipais. ?Os recursos do pré-sal são importantes para que possamos modificar e melhorar a realidade não só da nossa cidade, mas também de toda a nossa região nordeste, que historicamente tem um déficit de investimento por parte do Governo Federal?, explica o vereador Rodrigo Martins, autor da matéria.

Em discurso na tribuna da Casa, Rodrigo criticou a postura do governador Sérgio Cabral (RJ), que é contra a partilha dos recursos. "O choro do governador Sérgio Cabral não é maior do que o choro daqueles que passam fome. Não concordamos com tal postura e somos contra esse tipo de chantagem barata", dispara o socialista.

Rodrigo Martins defendeu ainda que a maioria dos recursos seja destinada para a Educação. Porém, o vereador acredita que os municípios apresentam inúmeras dificuldades em outros setores e que necessitam também de investimentos. ?Não podemos está aqui esperando apenas a posição da presidente Dilma. Defendemos que a educação merece mais atenção por ser uma área prioritária, mas as cidades tem outras necessidades como infraestrutura, saúde e segurança?, ressalta.

O vereador foi aparteado pelos colegas R. Silva (PP), Ronney Lustosa (PSD), Pastor Levino (PRB) e Dr. Pessoa (PSD), que também apoiaram a proposta. O vereador R. Silva propôs que todos os parlamentares assinassem, a punho, o documento a ser encaminhado ao Palácio do Planalto e sugeriu a formação de uma comissão de vereadores que irá a Brasília pressionar o Governo Federal.

Fonte: Thiago Bastos