Campos defende "salto na qualidade da política" após reunião com Marina

Governador de Pernambuco teve encontro com ex-senadora no Recife

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, afirmou na madrugada desta terça (15) que é preciso ?dar um salto na qualidade da política?, seguindo o mesmo tom crítico adotado pela ex-senadora Marina Silva em coletiva na tarde de segunda (14), onde ela afirmou que o retrocesso marca o governo Dilma Rousseff. ?Se você não melhora o padrão da economia, não contém inflação, não melhora fundamentos macroeconômicos, não faz a sinergia entre as políticas fiscal e monetária, nós vamos fragilizar a conquista da estabilidade, e qualquer problema econômico que perdure, a gente sabe que aqueles que subiram degraus na ascensão social, eles podem descer de uma vez só?, disse o governador.


Campos defende

Campos falou com a imprensa após encontro que teve com a ex-senadora na casa dele, situada na Zona Norte do Recife. Durante à tarde, Marina Silva participou de seminário sobre sustentabilidade ambiental na Universidade de Pernambuco (UPE). Foi a primeira vez que ela veio a capital pernambucana após o anúncio da aliança Rede-PSB. O encontro com o governador teve início por volta das 22h de segunda e terminou na madrugada desta terça-feira (15).

O presidente nacional do PSB acrescentou que a aliança com a Rede discute um conjunto de ideias para superar o que eles chamam de ?velha lógica da política?. ?Sabemos que foi importante ter a democracia para construir as bases dos fundamentos da estabilização econômica que nos permitiu o ciclo de inclusão social. Agora, um ciclo para melhorar os serviços públicos, a qualidade de vida e a produtividade vai exigir um outro padrão de serviço público, e esse outro padrão só vai vir com novo padrão da política. Nós temos agora que ter coragem de dar um salto na qualidade da política e depois disso uma visão estratégica para as próximas décadas", comentou.

Campos ainda afirmou ser "acertada" e "coerente" a decisão da Rede de não aceitar cargos na executiva socialista. "Cabia a nós fazer convite, mas no momento que evoluímos no diálogo, que somos uma aliança em torno de um programa de dois partidos, decidimos, de forma coerente, ter a direção da Rede e do PSB, que vão tratar juntas e tirar os consensos necessários".

"Encontro de família"

Líder do PSB na Câmara, o deputado Beto Albuquerque participou do jantar que classificou como "encontro de família" e destacou a série de seminários que a coligação vai fazer a partir do próximo dia 29, começando por São Paulo.

"Falamos mais no final sobre os seminários que vamos fazer para ouvir as pessoas que não estão engajadas formalmente na Rede e no PSB. Cada um [partido] vai expor o que pensa e depois abrir canais para juntar, tem uma massa muito grande da sociedade querendo ser ouvida. Temos que aprender a coexistir [Rede e PSB], conviver com eventuais divergências, isso é a virtude da nossa união, ninguém impor nada a ninguém, e só vamos conversar com os outros depois que a orquestra estiver afinada", argumentou.

Fonte: G1