Candidatos governistas “colam” em Lula e oposição “esquece” Serra

Além dos nove candidatos ao Governo estadual, ontem foi a vez dos postulantes a uma vaga na Assembléia Legislativa e no Senado

De um lado, o time do presidente Lula e da ex-ministra Dilma Roussef (PT). Do outro, a oposição, que ainda não se identificou publicamente com seu candidato a Presidência da República, o ex-governador José Serra (PSDB). Entre as duas trincheiras, os pequenos partidos, que se expremeram em cerca de 70 segundos, cada um, criticando o pouco tempo disponível e levantando a bandeira da classe trabalhadora, durante o segundo dia do horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio.

Além dos nove candidatos ao Governo estadual, ontem foi a vez dos postulantes a uma vaga na Assembléia Legislativa e no Senado focarem na apresentação das biografias e nos trabalhos já realizados. O ex-prefeito Sílvio Mendes (PSDB), fez um balanço dos cinco anos de administração à frente de Teresina e apresentou um clipe com imagens da cidade em homenagem ao aniversário de 158 anos da capital. Evitando críticas diretas à administração estadual, ele ressaltou a necessidade de crescimento acelerado do Piauí e lembrou de obras como o Shopping da Cidade.

O tucano, que tem priorizado a comunicação com os eleitores através da internet, também destacou o endereço do site e do microblog Twitter. Sílvio não citou o nome de José Serra. Já o senador João Vicente (PTB) focou o primeiro programa na experiência empresarial da família e nas atividades desenvolvidas na política sem deixar de mostrar depoimentos de eleitores apoiando a sua candidatura. O petebista afirmou que deseja ser governador por ?acreditar no Piauí? e para ter a chance de ?gerar oportunidades e ver a população vencer com o próprio suor?. No programa veiculado no rádio, o presidente Lula diz que "João Vicente Claudino é um jovem empresário que fará do Piauí um lugar melhor para se viver."

Usando recursos semelhantes ao programa transmitido na última terça-feira por Dilma, o governador Wilson Martins (PSB) exibiu um programa narrado em linguagem popular, no tom biográfico, com sua história de vida pessoal e profissional. A esposa, a deputada estadual Lílian Martins (PSB), e os dois filhos, também falaram das qualidades de Wilson como humildade, sensibilidade e determinação. Vestido de médico, Martins falou da profissão e da entrada na vida política, através do ex-governador Wall Ferraz.

Dilma Roussef e Lula também apareceram no programa. Dilma disse que o governador ?se identifica nesse processo de integração nacional, com vistas ao desenvolvimento do Nordeste?. Wilson destacou ainda o crescimento do Estado nos últimos anos do governo de Wellington Dias (PT). Entre os candidatos a deputados estaduais da coligação ?A Força do Povo?, o vereador Firmino Filho (PSDB) e o deputado estadual Edson Ferreira (DEM), usaram o tempo disponível para pedir votos à Sílvio Mendes. O único candidato que pediu votos à Serra foi o pastor Macêdo, do PMN, que teve o programa financiado pela direção nacional da sigla e se destacou entre os candidatos dos pequenos partidos.

Macêdo, assim como Major Avelar (PSL), fez referências religiosas em seu programa. A candidata do PV, a vereadora Teresa Britto, mostrou sua história na política enquanto o candidato do PSTU, o professor Geraldo Carvalho, frisou que sua campanha não é financiada por empresas, ao contrário dos demais candidatos.

Lourdes Melo (PCO) segue afirmando que ?eleições não resolvem o problema da população? e no final do programa disse que ?querem calar nossa voz? e ?a Justiça é ficha-suja?. Romualdo Brazil (PSOL), dividiu o tempo com outros candidatos da legenda, como o vice, Chiquinho, e disse pretender ?defender os direitos da classe trabalhadora? caso seja eleito. (S.B.)

RETRANCA:

O ex-governador Wellington Dias (PT) e o deputado federal Antônio José Medeiros (PT), usaram o tempo no horário eleitoral gratuito para lembrar à população suas biografias políticas como time do presidente Lula. Dias citou os avanços de seu Governo e ressaltou a mudança de vida da população nos últimos sete anos. Já Antônio José, além de falar dos avanços da educação na época em que dirigiu a pasta, contou a história da fundação do PT, quando andou de Fusca com Lula pelo interior do Estado.

O deputado federal Ciro Nogueira (PP) pautou seu tempo em se mostrar como ?novo senador? enquanto seu companheiro de chapa, o vereador R. Silva, teve poucos segundos, o suficiente apenas para propor uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Educação. O senador Heráclito Fortes defendeu uma oposição responsável e disse que ser senador não é ?dizer amém pra tudo?. Já o senador Mão Santa (PSC), usou o programa eleitoral para mostrar as propostas já defendidas no Senado e o reconhecimento de colegas como o senador Tasso Jereissati, do Ceará. (S.B.)

Fonte: Sávia Barreto, Jornal Meio Norte