‘Compra de votos é processo cultural no Piauí’, diz presidente do TRE-PI

Edvaldo Moura, defendeu, em entrevista ao Jornal Meio Norte, a ampliação de políticas de combate à corrupção

Atento às recorrentes discussões sobre a necessidade de uma reforma política no Brasil, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), desembargador Edvaldo Moura, defendeu, em entrevista ao Jornal Meio Norte, a ampliação de políticas de combate à corrupção que sejam majoradas através da conscientização dos eleitores, principalmente durante o pleito, tendo em vista que a prática da compra e venda de votos ainda é um “processo cultural” no Piauí. Neste âmbito, o magistrado apontou para a ampliação do programa “Justiça Eleitoral e Cidadania”, de modo que ele atinja outros Estados da federação.


“Ele (programa) tem a conscientização, educação, elevação do eleitor. Biometria nenhuma vai impedir a compra e venda de votos, urna eletrônica nenhuma vai impedir a compra e venda de votos, é um processo cultural que tem que passar por esse trabalho que estamos engajados buscando conscientizar exatamente esse segmento representativo”, declarou Moura.

De acordo com o presidente do TRE-PI, a ação abrange desde palestras a peças teatrais, modificando a visão do eleitor, enaltecendo a importância do voto livre. Agora, o objetivo do órgão se reflete em transmitir essas experiências para as demais regiões, desvinculando-a apenas do Piauí, para isso ele tem conversado com os presidentes do TRE’s de todo o Brasil. “O movimento tem sido bem recebido, nós temos uma forma de penetrar no eleitorado”, disse.

AVANÇOS – Mesmo com a explanação da necessidade de melhorias, o presidente do TRE-PI não deixou de notar avanços no sistema durante os últimos anos, citando como exemplo a biometria, implantada em Teresina no pleito passado. “Eu tenho uma posição consolidada, analisada, piamente estudada, eu vejo com bons olhos todos os avanços, as conquistas conseguidas não só em termo de legislação, como em termo de informatizar, urna eletrônica, biometria”, indicou.

Contudo, o magistrado apontou que o programa busca ir além. “Eu não vejo esses avanços como o suficiente para sepultar de vez a corrupção eleitoral. É claro que essa ação Justiça Eleitoral e Cidadania quer muito mais que isso, uma espécie de medida contra essa prática nociva e danosa aos interesses Supremos”, concluiu.

 

Fonte: Francy Teixeira