Conheça os principais conselheiros dos presidenciáveis Dilma, Marina e Aécio

Até 5 de outubro, data do primeiro turno, os candidatos à Presidência devem se dedicar quase exclusivamente à busca de votos

Com o início da propaganda política na TV nesta semana, a disputa para as eleições entra em sua reta final.

Até 5 de outubro, data do primeiro turno, os candidatos à Presidência devem se dedicar quase exclusivamente à busca de votos — com a exceção da presidente Dilma Rousseff, que terá de conciliar a atividade com as suas funções no governo.

Nesta etapa, os candidatos deverão intensificar os contatos com um círculo restrito de pessoas, a quem confiarão os rumos da campanha.

A BBC Brasil conversou com assessores que acompanham de perto o cotidiano dos três candidatos que lideram as pesquisas — a presidente Dilma Rousseff (PT), o mineiro Aécio Neves (PSDB) e a acreana Marina Silva (PSB) — sobre as figuras mais influentes que os circundam na campanha.

No caso de Marina, cuja candidatura foi oficializada nesta quarta-feira (20), ainda não está claro quais serão os principais assessores e que tarefas executarão, mas alguns nomes já despontam. Já as campanhas de Dilma e Aécio se encontram mais estruturadas e em pleno funcionamento.


Veja quem são, até o momento, os principais conselheiros dos três candidatos.

Dilma Rousseff

Luiz Inácio Lula da Silva

Responsável pela indicação da candidatura de Dilma em 2010, o ex-presidente é o maior conselheiro de Dilma, segundo membros da campanha. Nas últimas semanas, os dois intensificaram os contatos e passaram a conversar diariamente. Discutem praticamente todos os temas da campanha: o noticiário, estratégias para a propaganda na TV e o tom que ela deve adotar em entrevistas e debates.

João Santana

O publicitário acompanha Dilma desde 2010, quando chefiou sua campanha vitoriosa à Presidência. Desde então — e a exemplo de papel que exerceu no segundo mandato do ex-presidente Lula — Santana participa inclusive de decisões do governo, opinando sobre os nomes de políticas públicas. Coordena a campanha na TV e ajuda a elaborar todos os discursos da candidata. Também opina sobre suas roupas e maquiagem.

Giles Azevedo

Assessor de Dilma há mais de 20 anos, desde que trabalharam juntos no governo do Rio Grande do Sul, o geólogo deixou em março a chefia de gabinete da Presidência para se dedicar exclusivamente à campanha. Em 2010, ele cuidou da agenda de Dilma na disputa; desta vez, passou a dividir as decisões com a cúpula da equipe. É discreto e conta com a total confiança da presidente.

Marina Silva

Walter Feldman

Amigo de Marina, o deputado federal paulista é considerado o principal articulador político da candidata. Como a ambientalista, ele esperava a criação da Rede Sustentabilidade para se filiar ao partido, mas acabou aderindo ao PSB de última hora. É médico e foi um dos fundadores do PSDB.

Sérgio Xavier

Um dos fundadores do Partido Verde em Pernambuco e ex-secretário de Meio Ambiente no Estado, Xavier era — nas palavras de um aliado de Marina — o principal elo entre a ex-senadora e Eduardo Campos no início da campanha, tendo ajudado a construir a aliança entre os dois. O desempenho lhe rendeu prestígio tanto no PSB quanto na Rede, e espera-se que Xavier assuma papel chave na campanha.

Eduardo Gianetti da Fonseca

Principal assessor da candidata na área econômica, o professor do Insper-SP (Instituto de Ensino e Pesquisa) é a maior aposta da chapa para amenizar a resistência a Marina entre empresários. Giannetti tem discursado em eventos e dado entrevistas sobre como a ambientalista lidaria com a economia. Caso ela vença, é cotado para assumir o ministério da Fazenda.

Aécio Neves

Andréa Neves

Chamada por um assessor de "crânio da comunicação" da campanha, a irmã mais velha de Aécio o acompanha desde que ele assumiu o governo de Minas Gerais pela primeira vez, em 2003. Jornalista, ela jamais disputou eleições ou ocupou cargos expressivos nas gestões de Aécio, mas é considerada sua principal estrategista e confidente.

Antonio Anastasia

Vice de Aécio em seu último mandato no governo de Minas (2006-2010), era tido como o braço direito do tucano e um dos principais executores do "choque de gestão", política de corte de gastos que o mineiro apresenta como cartão de visitas. Com o fim do mandato de Aécio, venceu a eleição para governador e ocupou o cargo até 2014. Agora é candidato ao Senado.

Fernando Henrique Cardoso

Escanteado nas últimas campanhas do PSDB à Presidência, o ex-presidente voltou a exercer papel relevante na atual disputa, reunindo-se com Aécio com frequência para aconselhá-lo e discutir os rumos da campanha. FHC também atua nos bastidores para aplacar resistências contra Aécio na ala paulista do PSDB.

Fonte: R7