Crimes contra políticos aumentam rivalidade entre grupos no Piauí

Crimes contra políticos aumentam rivalidade entre grupos no Piauí

Em Altos, César Leal foi atingido por vários tiros e não resistiu aos ferimentos.

O professor e cientista político Ricardo Arraes faz uma análise sociológica sobre a prática de crimes contra políticos no Piauí.

?A violência política é uma ação que acontece desde que existem os estados e os enfrentamentos políticos. É uma constante na história universal. No Piauí, especialmente nas cidades menores, em que as contendas tendem a ser praticadas entre poucos grupos, no máximo dois três. Essas contendas tendem a ser mais emocionais e a política tende a ser mais pragmática. Então o grupo perdedor ou o grupo que está no poder, eles lutam pelo poder de uma maneira mais pragmática?, disse Ricardo Arraes.

Em Altos, César Leal foi atingido por vários tiros e não resistiu aos ferimentos. Depois de alguns anos, a filha dele, Patrícia Leal, tornou a colocar a família no poder. Hoje é prefeita do município.

No Sul, mataram o prefeito de Redenção do Gurgueia, Joaquim Fonseca, em 1982.

A região valenciana foi marcada pelo assassinato do ex-prefeito Manoel Protela. Ele foi morto no bairro Parque Piauí, na zona Sul de Teresina, no dia 11 de dezembro de 1996, oito dias antes da diplomação dele como prefeito eleito. São 16 anos e os familiares ainda lutam para ver o verdadeiro assassino atrás das grades.

No Norte, ficou marcado o assassinato do prefeito Raimundo Marques, de Luzilândia. Na região de Picos, assassinaram o vereador Titico e o ex-vereador Emídio Reis.

É na Delegacia Geral onde se encontram as informações de todos os casos. O delegado geral James Guerra faz uma avaliação do passado e sobre os últimos crimes. ?Na verdade nós tivemos um passado onde isso tinha uma certa frequência. Hoje nós tivemos nos últimos meses alguns episódios individualizados, todos na região de Picos. Estamos investigando todos os casos. Infelizmente, ainda existem os crimes por encomenda e há regiões onde essa cultura permanece?, disse.

Fonte: Tiago Borges