Dilma nega ligação de campanha com supostos dossiês da Previ

Dilma nega ligação de campanha com supostos dossiês da Previ

Ela disse que a tentativa de vincular sua campanha às denúncias tem intenção "eleitoreira"

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, voltou a negar neste domingo (8) qualquer relação com a suposta montagem de dossiês. Questionada sobre a reportagem da revista Veja que aponta a sede da Previ (fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil) como sede da suposta produção de dossiês, a candidata disse que a tentativa de vincular sua campanha às denúncias tem intenção "eleitoreira".

"Eu não acredito que tenha algo a ver isso com a minha campanha. Primeiro que isso de alguém acusar alguém tem que ser provado. Mas, de qualquer jeito, eu não tenho, minha campanha não tem nenhuma vinculação com a Previ. Eu não entendo qual é a relação".

Para Dilma Rousseff, fatos semelhantes ocorreram também em governos anteriores, sem que fosse feita qualquer ligação com a candidatura de seus adversários. "Também é possível que a imprensa levante tudo o que aconteceu em governos anteriores. Por exemplo, todos os grampos que aconteceram durante a privatização do BNDES. Elas atingirão, por acaso, o candidato da oposição, o José Serra?", questionou.

"Se for fazer a vinculação de denúncias com pessoas que integraram os governos, tem que fazer com todos e não só com os meus. Porque isso me parece bastante eleitoreiro, essa tentativa de vinculação (com a campanha petista). É muito oportunismo", acrescentou.

O grampo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social citado pela candidata ocorreu em 1998, durante a privatização do sistema Telebrás. A acusação foi feita pelo Ministério Público a partir de gravações telefônicas que apontariam um esquema de favorecimento no processo de privatização. O escândalo derrubou o então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, além de integrantes da diretoria do BNDES.

A candidata petista fez uma caminhada na manhã deste domingo em uma feira livre de Ceilândia, cidade do Distrito Federal.

Fonte: Terra, www.terra.com.br