Dilma Rousseff evita falar sobre apoio político após jantar com líderes do PP

A ministra evitou afirmar que o encontro tem como objetivo buscar apoio para uma eventual candidatura

Depois de passar a quarta-feira (28) em compromissos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio de Janeiro, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participou de um jantar com a bancada do PP (Partido Progressista), na casa do líder do partido na Câmara, deputado Mário Negromonte (PP-BA).

A ministra evitou afirmar que o encontro tem como objetivo buscar apoio para uma eventual candidatura dela à Presidência da República em 2010. Dilma disse, no entanto, que o PP é uma parceria importante do governo.

"Há da nossa parte, da parte do governo, uma grande valorização por todos esses anos. Reconhecemos no PP um parceiro nosso. Para mim e para o governo, essa é uma relação especial", disse Dilma, ao lado do presidente do partido, o senador Francisco Dornelles (RJ), e do ministro das Cidades, Márcio Fortes, um dos vice-presidentes do partido.

"Não se trata disso [pedir apoio]. Para me apoiar, eu tinha de querer alguma coisa", respondeu a ministra, ao ser indagada se os progressistas vão apoiá-la.

Dornelles também não falou de formalização de apoio a uma eventual candidatura de Dilma Rousseff. "Estamos honrados de a ministra ter aceito esse convite para conversar com a bancada do PP. Posso garantir que todos os membros do partido são grandes admiradores e tem pela ministra grande respeito", disse.

Ao ser perguntada sobre o que quer ver em seu programa de governo, Dilma disse não poder responder à pergunta por não ser candidata do PT, mas afirmou que o partido está preocupado em aprofundar os programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida, coordenado pelo ministro Márcio Fortes, o sistema de exploração do petróleo da camada pré-sal e os projetos de educação.

A ministra-chefe disse ainda que o programa de governo do PT para as eleições de 2010 dará prioridade a continuidade dos projetos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente na área social.

"Nós todos achamos que dar continuidade ao governo é uma questão estratégica. Dar continuidade para nós sempre vai ser avançar. Acho que em várias áreas vamos ter isso. A primeira questão é aprofundar todos os nossos programas sociais. Começamos agora com o Minha Casa, Minha Vida. Entendo que a base fundamental do governo do presidente Lula vê neste programa uma prévia do que vai ter que ser feito no Brasil, porque ainda temos seis milhões de pessoas sem moradia no Brasil", afirmou.

Ela voltou a afirmar que só pode ser apontada como candidata do PT para as eleições presidenciais de 2010 se for aprovada na convenção nacional do partido.

Na semana passada, as lideranças do PMDB e do PT firmaram um pré-compromisso de apoio à candidatura petista à Presidência da República com os peemedebistas como vice na chapa. O acordo só será referendado nas convenções nacionais dos dois partidos, também em junho do ano que vem.

A ministra-chefe da Casa Civil já manteve reuniões com outros partidos da base aliada do governo no Congresso Nacional, entre eles, o PDT, PR, PMDB, PSB e o PT.

Fonte: Folha Online, www.folha.com.br