Dos 35 prefeitos cassados no PI, 8 deixaram cargos

Dos 35 prefeitos cassados no PI, 8 deixaram cargos

Só este ano já foram condenados pela Justiça Eleitoral 11 prefeitos no Estado.

O número de prefeitos cassados por abuso de poder econômico, captação ilícita de sufrágio e corrupção eleitoral pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) desde as eleições municipais de 2008 não implicaram, necessariamente, no afastamento dos gestores municipais dos cargos. Com a aplicação de liminares e recursos, 27, dos 35 prefeitos que tiveram seus mandatos cassados neste período pela Corte, continuam dirigindo as Prefeituras.

Apesar do Ministério Público Eleitoral pedir a execução imediata das ações, o artigo 216 da legislação admite que os condenados permaneçam no cargo até o último recurso, julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em Coronel José Dias o segundo colocado assumiu a cadeira, mas nos casos em que o vice também foi cassado e o gestor eleito conseguiu mais de 50% dos votos, foram determinadas novas eleições. Até o momento, os municípios de Francinópolis, Baixa Grande do Ribeiro, Barras, Pimenteiras e São Pedro do Piauí já escolheram os novos prefeitos.

Só este ano já foram condenados pela Justiça Eleitoral 11 prefeitos no Estado. A quantidade de cassações ainda pode aumentar, já que pelo menos 39 prefeitos e vereadores respondem à Ações de Impugnação de Mandato Eletivo ? AIMEs no TRE-PI. Pelo menos 10 gestores cassados permanecem no cargo através de decisões do TSE. É o caso dos prefeitos dos municípios de Campo Maior, Luzilândia, Bertolínea, Pau D?arco e Barreiras do Piauí, por exemplo.

Entre os que seguem no comando das Prefeituras por decisão do próprio TRE-PI, estão os das cidades de Cristalândia, Flores do Piauí, Pedro II, Alagoinha, Canto do Buriti, São Miguel do Fidalgo, Santa Cruz dos Milagres, Guaribas e José de Freitas.

Amanhã as cidades de Nossa Senhora dos Remédios e Isaías Coelho, escolherão os novos gestores municipais. Já os municípios de Dom Expedido Lopes, Bertolínea, Campo Maior, Anísio de Abreu, Caracol e Luzilândia ainda aguardam a apreciação dos recursos judiciais antes que sejam marcadas as datas dos pleitos suplementares. (S.B.)

Fonte: Sávia Barreto, Jornal Meio Norte