Encontro entre Lula e Mercadante indica permanência na Casa Civil

Ex-presidente discute reforma administrativa do governo


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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na manhã desta sexta-feira, 18, com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para tratar da reforma administrativa do governo, que será feita nos próximos dias.PT e PMDB pressionam a presidente Dilma Rousseff a substituir o titular da Casa Civil. Até agora, porém, Dilma resiste a tirar Mercadante e avisou que não cederá às pressões. O nome da ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), chegou a ser cogitado para a pasta, mas ela não tem apoio integral do PMDB.

Lula também disse, no dia anterior, que não aprovaria essa troca. Na sua opinião, o mais indicado para substituir Mercadante seria o petista Jaques Wagner, hoje titular da Defesa. O encontro de Lula com Mercadante é visto como um sinal de que o ministro permanece no cargo. Na quinta-feira, na primeira conversa com Dilma após a divulgação do pacote fiscal, Lula pediu à presidente que faça uma reforma ministerial mais ampla, para garantir sustentação política no Congresso e evitar o processo de impeachment.

Lula disse a Dilma que ela precisa aumentar o espaço dos aliados fiéis e diminuir os cargos dos traidores, porque somente assim conseguirá aprovar o ajuste e barrar iniciativas para afastá-la do Planalto.Na lista dos partidos que comandam ministérios e votaram contra medidas propostas pela equipe econômica na primeira fase do ajuste estão o PR, que controla os Transportes; o PDT, no Trabalho; e o PRB, no Esporte.

A avaliação é de que tudo tem de ser feito para impedir que um pedido de impeachment seja aceito na Câmara comandada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) porque, se isso ocorrer, será muito difícil deter sua tramitação com a pressão das ruas.Apesar de defender mudanças na política econômica e achar que Dilma deveria ter adotado outro caminho para reequilibrar o Orçamento, Lula disse que é necessário "pôr no Ministério quem ajuda o governo no Congresso" para aprovar o quanto antes o pacote fiscal, mesmo se houver recuos estratégicos, como um prazo menor de vigência da CPMF.

Fonte: Terra