Ex-presidente Lula termina tratamento contra infecção pulmonar em hospital de São Paulo

Ex-presidente Lula termina tratamento contra infecção pulmonar em hospital de São Paulo

Após enfrentar uma pneumonia, Lula recebeu alta no último domingo (11)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terminou nesta sexta-feira (16) o tratamento contra uma infecção pulmonar detectado no último dia 4. Segundo informações de sua assessoria de imprensa, Lula recebeu às 14h33 desta tarde a última dose do tratamento com antibióticos.

O ex-presidente foi diagnosticado com um câncer na laringe em outubro do ano passado e submeteu-se a sessões de quimioterapia e radioterapia no tratamento contra a doença. Na próxima sexta-feira, 23 de março, Lula fará exames para verificar se houve remissão completa do câncer, afirma a assessoria. Lula deve retomar o ritmo normal de suas atividades em cerca de 30 dias.

Após enfrentar uma pneumonia, Lula recebeu alta no último domingo (11) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "Durante a internação, o paciente atingiu uma acentuada melhora clínica e normalização dos exames de sangue e da tomografia de tórax", afirmou o hospital em nota.

O câncer

O tumor foi diagnosticado no dia 29 de outubro de 2011, dois dias depois do aniversário de 66 anos de Lula. O ex-presidente procurou ajuda médica após se queixar de constantes dores de garganta e apresentar rouquidão considerada acima do normal. Na época, o tumor tinha aproximadamente 3 centímetros, considerado de agressividade média.

No dia 12 de dezembro, os médicos que cuidam do tratamento de Lula afirmaram que o tumor havia sido reduzido em 75%, o que descartou a necessidade de cirurgia.

A laringe é um órgão situado na região do pescoço e tem funções respiratórias relacionadas ao aparelho vocal. O câncer de laringe atinge principalmente homens e é um dos mais comuns na região da cabeça e pescoço.

Segundo o Instituto do Câncer (Inca), fumantes têm dez vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe de que pessoas que não fumam. O câncer de laringe representa cerca de 25% dos tumores malignos na região da cabeça e pescoço. Dois terços dos tumores do gênero ocorrem na corda vocal.

Fonte: UOL