FHC presta depoimento como testemunha de Roberto Jefferson no caso mensalão

FHC foi indicado pelas defesas para testemunhar e notificado pela Justiça para depor

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso prestou depoimento nesta quinta-feira (4) como testemunha do deputado federal cassado Roberto Jefferson, réu no processo do mensalão. FHC deixou o prédio da Justiça Federal de São Paulo por volta das 15h20 e não falou com a imprensa. O ex-presidente também é testemunha do ex-deputado José Janene.

FHC foi indicado pelas defesas para testemunhar e notificado pela Justiça para depor. No processo, o procedimento é que as testemunhas sejam indicadas pela defesa dos réus e notificadas pela Justiça para comparecer ao depoimento. Não há punição se elas não comparecerem para depor.

O ex-governador de São Paulo e atual secretário de Desenvolvimento do Estado, Geraldo Alckmin, também é testemunha de Jefferson, prestou depoimento nesta tarde e deixou o prédio da Justiça por volta das 16h. Ele também não falou com a imprensa.

O advogado do ex-deputado Roberto Jefferson, Luis Francisco Correa Barbosa, que acompanhou a audiência, a portas fechadas, disse que os depoimentos favorecem seu cliente.

?A denúncia é totalmente imprópria, não tem base em prova nenhuma", disse. De acordo com Barbosa, o foco principal das falas foi a participação do ex-presidente e do ex-governador paulista na reforma da previdência.

"Segundo a acusação, Roberto Jefferson, meu cliente, e outros, são acusados de terem votado na reforma da previdência mediante pagamento em dinheiro. O que foi possível vistoriar desde que ele [FHC] era senador, ministro da Fazenda e presidente da República é que isso é uma questão dogmática e programática do partido de Jefferson, o PTB. Que ele [Jefferson] sempre lutou por isso em governos anteriores, desde a Constituinte", disse.

Depoimentos

Também serão ouvidos nesta quinta-feira Irineu Casemiro Pereira e Gelsu Aparecido de Lima (testemunhas de João Paulo Cunha), e Petter Glazier (testemunha de José Roberto Salgado).

Enzo Barone e Alexandre Senra, que testemunhariam em defesa de Ramon Hollerbach Cardoso, não foram localizadas.

A defesa de José Dirceu desistiu de ouvir Lázaro de Mello Brandão e a de Marcos Valério desistiu de ouvir Emídio de Souza.

Fonte: Folha Online, www.folha.com.br