Fundo de Segurança pode ser ampliado após crime em Castelo do PI

Líder do Governo na Assembleia, deputado João de Deus

O recente caso de violência envolvendo o estupro e a tentativa de homicídio de quatro adolescentes em Castelo do Piauí repercutiu na manhã de ontem na Assembleia Legislativa. Os parlamentares, tanto da oposição quanto da base, clamaram por Justiça e destacaram a seriedade nas investigações.

Nisso, o líder governista João de Deus (PT) assumiu que ainda há muito o que ser feito pela segurança do Estado, relembrando que na gestão anterior as viaturas policiais chegaram a ficar sem combustível, reiterando o compromisso do governador Wellington Dias (PT) com a área, indicando que as fragilidades ainda são grandes, contudo, a estruturação está sendo perseguida.

“O governador determinou recentemente a colocação de 400 policiais militares, incluindo 25 oficiais, no intuito de melhorar a segurança”, descreveu. Nisso, o deputado estadual inseriu que a aprovação da criação dos Fundos Estaduais de Segurança Pública (FESP) e Combate às Drogas significará num ganho substancial ao aparelhamento do setor, refletindo na ampliação do enfrentamento ao crime. “Há a necessidade do Estado agir principalmente na prevenção, com esses fundos o Governo poderá dispor de até R$ 300 milhões para a área”, ressaltou.

Com as urgências sentidas, João de Deus versou para a ampliação do FESP, de modo que a dotação de recursos possa ser estendida. “Vamos ver a possibilidade de incrementar o fundo com as taxas de fiança e no fundo de combate às drogas com as taxas em cima dos cigarros e bebidas alcoólicas importadas”, declarou.

DISCUSSÕES – O projeto que institui os fundos continua em tramitação na Casa Legislativa e é praticamente unanimidade em torno da sua necessidade, a divergência, porém, continua com a destinação dos recursos, sendo que há uma emenda proposta pelo deputado Dr. Hélio Oliveira (PTC) que prevê um percentual para a Secretaria de Justiça, já outra ala defende que seja criada uma reserva específica também para o setor, sendo destinado primordialmente ao fortalecimento do sistema penitenciário.

Fonte: Francy Teixeira