Governador pede empenho contra perda de R$ 1,5 billhões

Governador pede empenho contra perda de R$ 1,5 billhões

Wilson Martins reuniu-se com a bancada federal piauiense para tratar sobre ações do Governo.

O governador Wilson Martins reuniu-se ontem com a bancada federal piauiense, em Brasília, para tratar sobre ações do Governo do Estado, receitas e despesas.

Na semana passada, Wilson se reuniu com o presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, Edvaldo Moura, quando expôs a situação econômica do Estado.

O coordenador da bancada federal piauiense, senador João Vicente Claudino (PTB), frisou a parceria entre os parlamentares federais e Governo do Estado para que possam ser realizadas as ações articuladas.

O deputado federal Hugo Napoleão (PSD) também sugeriu que fosse montada uma agenda positiva para a execução de ações integradas entre bancada e Governo.

?O Governo está vivendo um momento de equilíbrio fiscal e financeiro, mas é necessário cautela. Foi uma reunião muito produtiva, pois apresentamos aos parlamentares a situação do Estado para podermos unir forças?, disse Martins.

Somando as perdas com dívida interna, déficit previdenciário, falta de regulamentação do e-commerce e falta de uma reforma tributária, o governador apontou que o volume de recursos chega a um bilhão e meio de reais por ano.

Segundo o governador, a bancada federal pode trabalhar para a redistribuição dos royalties oriundos da exploração de petróleo nas camadas do pré-sal, para a execução da reforma fiscal, regulamentação do Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o comércio eletrônico.

?Também gostaria de pedir auxílio da bancada em relação a projetos que preveem a revisão do Fundo de Participação dos Estados?, disse o governador Wilson Martins aos parlamentares, destacando o projeto do deputado federal Júlio César (PSD), que trata sobre o assunto.

Wilson Martins também destacou a possibilidade de incremento dos investimentos próprios em função de operação de crédito no valor de US$ 350 milhões junto ao Banco Mundial.

?Hoje nós pagamos 35 milhões de reais por mês de dívida intralimite. Vamos quitar essa dívida, que tem juros muito altos, e poder ampliar ia investimentos com recursos próprios do Estado?, comentou.

Fonte: Sávia Barreto, Jornal Meio Norte