Governo fará ações para vítimas de Algodões

Outro ponto discutido foi o pagamento de financiamentos que os agricultores tinha contraído junto ao Banco do Nordeste

O secretário de Governo, Tadeu Maia, reuniu, nesta quarta-feira (12), representantes das vítimas da tragédia de Algodões, Defesa Civil, Procuradoria Geral do Estado, Sasc, Prefeitura de Cocal e ainda os deputados estaduais Wilson Brandão (PSB) e Marden Meneses (PSDB) para negociar encaminhamentos para a recuperação da cidade e socorro às vítimas do rompimento da barragem.

Durante o encontro foi garantido que o abastecimento de água e energia elétrica nas localidades atingidas, as agrovilas, será totalmente instalado até o prazo de 30 de junho. ?Algumas localidades já estão recebendo esses serviços e o nosso objetivo é fazer com que tudo seja concluído antes do prazo previsto. Vamos nos empenhar para isso?, disse o secretário da Defesa Civil, James Alves.

Outro ponto discutido foi o pagamento de financiamentos que os agricultores tinha contraído junto ao Banco do Nordeste (BNB) e que agora não têm condições de efetuá-los. Segundo informou Tadeu Maia, a Defensoria Pública do Estado irá disponibilizar auxílio jurídico para que haja uma negociação dos trabalhadores junto ao banco.

Quanto ao pagamento de pensão às vítimas enquanto o processo judicial de indenização está transcorrendo, foi acertado que o Estado poderá pagar R$ 100,00 mensais a cada família. ?Este valor se alinha a outros benefícios que elas recebem, como o Bolsa Família. Vamos estabelecer em lei um plano de indenizações futuramente, mas enquanto isso não vamos deixá-las desamparadas?, destacou o secretário de Governo.

Na próxima segunda-feira (17) será realizada uma reunião na cidade de Cocal com todos os órgãos envolvidos para que seja feito um retrato real das famílias que tiveram suas casas destruídas. De acordo com o presidente da Associação das Vítimas e Amigos da Barragem de Algodões (ABAVA), Corcino Medeiros, existem famílias que não tiveram as casas destruídas, mas, sim, propriedades rurais, pois possuem residências no centro da cidade. ?Esse número de 603 famílias pode ser reduzido em função disso. Com casas destruídas nós temos 465. E vamos dialogar com o governo para que esse trabalho seja mais eficiente?, concluiu.

Fonte: CCOM