Indio da Costa é tão desconhecido quanto era Dilma, afirma líder tucano

Para tucano, vice de Serra tem mais experiência política que candidata do PT.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), comparou nesta quinta-feira (1º.) a pequena projeção nacional do candidato a vice-presidente Indio da Costa (DEM) com a da presidenciável do PT, Dilma Rousseff, ?seis meses atrás?. Segundo ele, o vice de José Serra (PSDB) ?em pouco tempo? será conhecido da população.

?Dizem que o Indio não é conhecido, mas vivemos em uma sociedade midiática. Quem conhecia a Dilma há seis meses? Assim será também com o Indio. E ele não vai fugir do debate, vai se expor e em pouco tempo será um nome nacional?, afirmou o líder tucano.

Indio da Costa foi indicado para vice na chapa de José Serra nesta quarta-feira (30) após um impasse que cresceu depois que chegou a ser anunciado o nome de Alvaro Dias (PSDB) para o posto. O DEM reivindicou a vaga e acabou conseguindo colocar na chapa o deputado de 39 anos, que está em seu primeiro mandato na Câmara.

Questionado se a falta de experiência que a oposição critica em Dilma não poderia se aplicar a Índio, o tucano defendeu o aliado e destacou o fato de ele ter vencido três eleições para vereador antes de chegar ao cargo de deputado federal.

?Ela [Dilma] é bem mais velha do que ele [Indio] e não tem a experiência política que ele tem, só tem a administrativa. Ele tem quatro mandatos e ela nenhum. Ele não foi imposto a ninguém, como ela foi imposta pelo Lula?, afirmou Virgílio.

O líder do PSDB afirmou que o impasse sobre a indicação de vice trouxe desgaste para a coligação que dá sustentação a Serra, mas pediu que a partir de agora a discussão se concentre contra os adversários.

?Claro que trouxe desgaste para a coligação. Se alguém achar que não, eu ia sair brigando com todo mundo no meu estado. Bom não foi, claro. Mas eu espero que se coloque uma pedra em cima disso, e todos nós não devemos permitir mais problemas internos. Nosso debate tem que ser com os adversários?, disse o tucano.

Fonte: g1, www.g1.com.br