Jilmar Tatto é escolhido novo líder do PT na Câmara dos Deputados

Jilmar Tatto é escolhido novo líder do PT na Câmara dos Deputados

Para novo líder, reforma política, pré-sal e Código Florestal são prioridades

Após reunião na casa do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o PT decidiu que o deputado Jilmar Tatto (PT-SP) será o líder do partido na Casa ao longo de 2012. Em 2013, ele será substituído pelo deputado José Guimarães (PT-CE).

"Chegamos a um acordo. Esse entendimento vai manter a unidade da bancada e distribuir [o poder] equitativamente entre os deputados. [...] O líder nosso em 2012 será Jilmar Tatto, e o líder nosso em 2013 será José Guimarães", anunciou o atual líder do PT, Paulo Teixeira (SP).

O acordo será formalizado às 14h em reunião da bancada do partido. Em entrevista coletiva, Tatto afirmou que os projetos prioritários para o governo neste ano são a reforma política, a proposta que muda o sistema de distribuição dos royalties do pré-sal, o novo Código Florestal e a aprovação do fundo de previdência para o servidor público.

Indagado se defenderá a votação da chamada PEC 300, que estabelece um piso nacional para bombeiros e policiais militares, Tatto disse que "não há tema proibido na Câmara".

No entanto, ele afirmou que a greve de policiais militares na Bahia, que tem entre suas reivindicações a aprovação do piso nacional, é um "problema localizado" e que deve ser solucionado pelo governo do estado.

"Há um problema localizado na Bahia, que o governador da Bahia está conduzindo adequadamente. [...] A solução da Bahia será dada pelo governo da Bahia", afirmou.

O presidente da Câmara voltou a dizer que o salário de policiais deve ser definido pelos estados. Segundo ele, não há "nenhuma condição" de votar a PEC 300. "Não vejo nenhuma condição política de tratar da PEC 300, desrespeitando a realidade dos estados. Cada estado tem seu caixa, sua realidade", afirmou.

Marco Maia defendeu, contudo, que policiais militares tenham o direito de fazer greve. "Temos que dar o direito de greve a todos os trabalhadores. Não vejo problema, só temos que ter regras."

Fonte: G1