Time: Barbosa entra para lista dos cem mais influentes  do mundo

Time: Barbosa entra para lista dos cem mais influentes do mundo

Para revista, o presidente do Supremo "simboliza a promessa de um novo Brasil"

O ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), entrou para a lista das cem pessoas mais influentes do mundo, publicada pela revista americana "Time" de 2013. Outro brasileiro incluído na lista é o chef Alex Atala.

Para revista, o presidente do Supremo "simboliza a promessa de um novo Brasil" comprometido com a diversidade cultural e com a igualdade.

A revista menciona o fato de Barbosa ser o primeiro negro a chegar a presidência da mais alta Corte e destaca a importância de sua atuação no cargo.

A "Time" cita também o fato de Barbosa ter sido nomeado por Luiz Inácio Lula da Silva em 2003 para o STF e demonstrar ser um juiz independente, pois participou da condenação de políticos próximos ao ex-presidente no ano passado, referindo-se a José Dirceu e outros petistas, réus no escândalo do mensalão.

A publicação destaca ainda que Barbosa buscou na educação o meio de escapar da pobreza. "Um dos oito filhos de um pedreiro, Barbosa trabalhou como faxineiro e tipógrafo no Senado para se sustentar durante a faculdade de direito."

A revista cita o doutorado que Barbosa fez na Universidade Sorbonne na França e a sua atuação como professor do Instituto de Direito da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, além de ter aprendido quatro línguas estrangeiras.

Para ilustrar a popularidade do presidente do Supremo no país, a "Time" lembra que a máscara do ministro foi uma das mais populares no Carnaval deste ano, o que, segundo a revista, é uma homenagem de um país "que importou mais escravos do que qualquer outro nas Américas".

O perfil de Barbosa foi feito por Sarah Cleveland, professora de direito da Universidade de Columbia.

Em dezembro de 2012, o presidente do STF entrou para lista de líderes iberoamericanos do jornal espanhol "El País" por seu trabalho como relator no julgamento do mensalão. Segundo o jornal, sua atuação foi um marco na Justiça brasileira."[Ele] não hesitou em propor duras condenações a amigos próximos do Lula".

DILMA

No ano passado, o perfil de Dilma foi escrito pela colega Cristina Kirchner, que destaca a foto em que a presidente brasileira encara um tribunal militar em 1969, durante a ditadura. Dilma tinha 22 anos. O texto diz que a mulher que Cristina conheceu em 2003, ainda ministra de Lula, "tinha o mesmo compromisso que a garota da foto".

"Ela e eu compartilhamos várias experiências pessoais: a orientação que vem de nossa herança imigrante, o ativismo na juventude e os desafios encarados por mulheres quando tentam crescer num espaço dominado pelos homens. E nós concordamos que desigualdade social é o maior problema que encaram nossos países", escreveu Cristina.

Por fim, Cristina afirma que o Brasil sob Dilma está "convencido de que seu interesse nacional está absolutamente conectado aos de seus vizinhos".

Em 2012, o bilionário Eike Batista e a presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, também fizeram parte do grupo dos mais inflentes para "Time".

LULA

Em 2010 foi o ex-presidente Lula quem apareceu na lista entre os brasileiros. Ele já havia figurado na lista da "Time" em 2004.

"Lula é um autêntico filho da classe trabalhadora latino-americana, que esteve preso uma vez por liderar uma greve", afirma o cineasta Michael Moore, que se encarregou de elaborar um perfil do presidente para a revista em que destaca as conquistas de Lula para levar o seu país "ao Primeiro Mundo".

Moore escreveu: "Lula quer para o Brasil o que costumávamos chamar de "sonho americano"".

Numa breve descrição sobre Lula, ele diz que os Estados Unidos têm muito o que aprender com ele. "A grande ironia da presidência de Lula [...] é que mesmo quando tenta impulsionar o Brasil para o primeiro mundo com programas sociais como o Fome Zero, destinado a acabar com a fome, e planos para melhorar a educação oferecida à classe trabalhadora, os EUA se parecem cada dia mais com o Terceiro Mundo".

Fonte: Folha