José Alencar completa três semanas de internação

Alencar sofreu um infarto agudo do miocárdio na quinta-feira e foi submetido a um cateterismo

O vice-presidente da República, José Alencar, continua a apresentar quadro clínico estável, de acordo com a assessoria do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. No entanto, não há previsão alta após três semanas de internação.

Alencar sofreu um infarto agudo do miocárdio na quinta-feira e foi submetido a um cateterismo, que não mostrou obstruções arteriais importantes.

Na noite de sexta-feira, o vice-presidente foi transferido para a unidade semi-intensiva.

Alencar continua o tratamento do câncer no intestino, de acordo com o último boletim médico, divulgado no sábado.

O médico Roberto Kalil disse na sexta-feira que ele pode ter alta esta semana. De acordo com o médico, o infarto de Alencar foi consequência de uma série de fatores, entre eles, o forte tratamento a que ele vem se submetendo contra o câncer.

Na manhã de sábado, depois de mais de 16 horas de viagem, a presidente eleita Dilma Rousseff e o presidente Lula desembarcaram em São Paulo para uma visita de 40 minutos com o vice.

Alencar está internado desde o dia 25 para tratar uma suboclusão intestinal. No dia 8 deste mês, ele voltou a se alimentar por via oral depois de passar duas semanas recebendo alimentação por sondas.

CÂNCER

O vice-presidente, que enfrenta um câncer na região abdominal há mais de dez anos e já passou por mais de 15 cirurgias, está sofrendo com os efeitos colaterais do novo tratamento.

No começo de outubro, Alencar passou três dias internado no mesmo hospital.

Em setembro, o vice-presidente internou-se no hospital para tratar um edema agudo de pulmão.

Em julho, ele ficou sete dias internado no hospital. Ele passou por um cateterismo (exame para verificar as condições de vasos sanguíneos).

Por conta do tratamento, o vice-presidente decidiu não concorrer nas eleições deste ano, por considerar uma injustiça com os eleitores.

Alencar retomou as sessões de quimioterapia no início de setembro do ano passado, pouco depois de exames terem demonstrado que os tumores abdominais haviam voltado a crescer. Por isso, interrompeu o tratamento experimental a que se submetia nos Estados Unidos.

Fonte: Folha Online, www.folha.com.br