Líder diz que não adianta bater na tecla com pré-candidaturas e pede propostas

O parlamentar afirmou ainda que essa etapa, até as convenções (junho), é a mais importante até mesmo para definição do próprio eleitorado.

Os quatro pré-candidatos caíram por terra, pois não foram capazes de unificar a base e isso eles reconhecem. Portanto, não adianta continuar batendo nessa mesma tecla?, analisou o deputado João de Deus (PT) nesta manhã (24) durante entrevista à TV Meio Norte. O parlamentar afirmou ainda que essa etapa, até as convenções (junho), é a mais importante até mesmo para definição do próprio eleitorado.

?Nós políticos e a imprensa discutimos sucessão há pelo menos dois anos, mas a população só se define mesmo após as convenções quanto todas as peças desse xadrez estão colocadas. A permanência do governador foi centrada na falta de união e não por falta de confiança em Wilson Martins, como prega a oposição. Está tudo zerado, não tem mais critérios e, por isso, todas as forças deram carta branca para o governador decidir quem será o candidato?, explicou.

João de Deus fez ainda uma reflexão sobre a possibilidade do ex-secretário de Fazenda, Antônio Neto, ser o nome de unidade. Para ele, o petista não tem arestas com nenhuma liderança e que os pré-candidatos estão corretos em não desistir da indicação, lembrando que todos reafirmaram que permanecem na base aliada.

?Ninguém pode desistir porque ainda não definição. O governador está dialogando com todos e, em breve, deverá anunciar não só o nome do nosso candidato, como também a composição da chapa majoritária. Acredito que não haverá problemas, pois todos os pré-candidatos têm dito que não serão problema para o entendimento. O trabalho de Antonio Neto é reconhecido e ele tem todas as qualidades para ser o indicado, principalmente por agregar o apoio da base?, disse.

O parlamentar concluiu afirmando que defenderá junto à executiva do Partido dos Trabalhadores propostas que possam nortear para o futuro administrativo do Piauí. De acordo com ele, ?avançamos em vários setores, como infraestrutura e convivência com o semi-árido. Mas, é preciso ir além. É preciso dizer o que fizemos e o que pretendemos fazer para continuar o desenvolvimento do Estado pelos próximos quatro anos. Não podemos ficar só falando em nomes quando o mais importante são as propostas?.

Oposição:

O líder do PT na Assembleia Legislativa afirmou que seguidamente a oposição vem fazendo discurso no Plenário na tentativa de provocar um racha na base aliada. Sobre o movimento ?Fica Sílvio?, o parlamentar disse não saber de onde partiu ou se é verdadeiro, mas declarou que a candidatura tucana ?fica sem esperanças com o anuncio dos pré-candidatos de que permanecem com o governo?.

?Não deixam a base aliada também porque o PSDB e das demais forças da oposição, como o DEM, representa um modelo do passado e que já passou pela administração desse Estado. Por isso eles não conseguem arrancar ninguém da base, mesmo tentando semear a intriga. O PSDB tem 30% do eleitorado, segundo as pesquisas, mas isso é o que historicamente é alcançado pela oposição em todo o mundo?, refletiu.

Fonte: Ascom