Líder do PT no Senado reclama de muita "morosidade" do governo

Ele disse que população da Bahia sofre com as consequências da seca.


Líder do PT no Senado reclama de

O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), usou a tribuna do Senado na tarde desta quarta-feira (4) para criticar o que ele chamou de "morosidade" do governo em relação à liberação de verbas para atender a população atingida pela seca na Bahia.

"Ontem à noite estive com o ministro Guido Mantega [Fazenda] que, de forma muito sensível, imediatamente autorizou que um dos seus assessores pudesse encaminhar o processo de renegociação de dívidas [...] Não basta só renegociar a dívida, é necessário liberar um crédito emergencial para essa gente. [...] Minha reclamação aqui é a morosidade de liberação de recursos por parte do ministério", afirmou o líder.

De acordo com Pinheiro, na manhã desta quarta ele tentou, sem sucesso, uma audiência com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Pinheiro afirmou que o recurso liberado pelo ministério para atender as dificuldades na Bahia, cerca de R$ 10 milhões, são insuficientes.

"Quero fazer essa cobrança aqui, de público, porque passei hoje, por exemplo, a manhã inteira em uma relação com o Ministério da Integração Nacional. Aí o ministro está ocupado, não sei quem está aqui, está ali, acolá. Estou fazendo essa cobrança de público. Não dá para isso mais", protestou o líder petista.

Walter Pinheiro afirmou que tentará buscar uma audiência entre o governador da Bahia, Jaques Wagner e a presidente da República, Dilma Rousseff, para discutir o assunto.

"Estamos fazendo um apelo dramático para essa situação. Não estamos tratando de brincadeira. Não é para fazer liberação de emendas, para ficar em um empurra-empurra, daqui vai para ali, vai para acolá. Mesmo que liberem recursos para compra de máquinas, vamos preparar para o futuro, e a expectativa é não chover nessa região nos próximos 60 dias", disse.

De acordo com o líder, é preciso que se tenham respostas imediatas para as necessidades. "Não faço questão de ser recebido por ministro. Agora os ministros precisam olhar para esta situação a partir do que é informado a eles. Essa é a diferença. Portanto, eu quero que tenhamos respostas eficazes e coisas concretas para que possamos inclusive levar para essa gente a esperança", disse o líder.

Fonte: G1