Líder quer aprovação do reajuste de aposentado sem pensar no Senado

Líderes governistas no Senado defendem índice de 7,7%

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), quer que os deputados decidam a questão do reajuste das aposentadorias de quem ganha mais de um salário mínimo sem pensar na posição do Senado. A ideia de ?desvincular? a questão nas duas Casas ocorre porque no Senado existe uma resistência maior à proposta do governo. Na tarde desta quinta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode discutir o tema em reunião com a bancada no Senado.

O debate acontece no âmbito de uma medida provisória que reajustou os benefícios em 1º de janeiro em 6,14%. O governo já concordou em elevar este percentual para 7%, valor que Vaccarezza colocou em seu relatório na Câmara. Líderes governistas, no entanto, defendem um reajuste de 7,7%. A resistência maior é no Senado, onde o líder da maior bancada, Renan Calheiros (PMDB-AL), classifica como ?irrelevante? a diferença de R$ 600 milhões que custaria o aumento maior.

A vinculação acontece porque deputados têm medo de ficar com uma imagem ruim perante a opinião pública em um ano eleitoral por dar um aumento menor que o Senado. O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), é um dos maiores defensores desta tese. ?Nós não vamos votar essa questão na Câmara sem estar afinado com a base aliada no Senado?, afirmou Alves nessa quarta (28).

Vaccarezza afirmou que vai procurar Alves para discutir o tema. ?Vou conversar com ele. Nós temos que descolar a decisão da Câmara da decisão do Senado.? O líder do governo na Câmara acredita que na Casa já há maioria para aprovar o percentual defendido pelo Executivo.

Na próxima terça-feira (4), quando está prevista a votação, Vaccarezza deseja realizar encontros de parlamentares com o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, e o secretário-executivo da Fazenda, Nelson Machado, para mostrar aos deputados a impossibilidade de um reajuste maior.

Fonte: g1, www.g1.com.br