Lula acredita em neutralidade de Marina Silva

Para o presidente, o primeiro turno mostrou a tendência do eleitorado de eleger uma mulher.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acredita que boa parte do eleitorado da ex-presidenciável Marina Silva (PV) vai escolher a candidata Dilma Rousseff (PT). Ao mesmo tempo, estimou que a senadora vá optar pela neutralidade no segundo turno. "Quando ela decidiu sair do governo, eu compreendi. Quando ela quis ser candidata, eu compreendi. Quando ela quis sair do PT, também compreendi. Agora eu compreendo que ela demore um pouco para tomar a decisão. E talvez ela queira ficar um pouco neutra. Mas é importante lembrar, e se eu conheço o tipo de voto que a Marina teve, acho que uma boa parte desse voto vai para a Dilma", disse.

O presidente afirmou que considera o segundo turno uma grande chance para aprimorar o debate político e ideológico entre os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma.

Lula ainda cortejou o apoio de Marina, chamando-a de "extraordinária companheira" e afirmou que o povo brasileiro mostrou que quer escolher uma mulher para presidir o Brasil. "A Marina, primeiro, é uma extraordinária companheira. Não preciso dizer do carinho que tenho por alguém que foi minha ministra durante dois terços do meu mandato", disse.

Para o presidente, o primeiro turno mostrou a tendência do eleitorado de eleger uma mulher. "67% dos votos do primeiro turno foram para as mulheres. O povo brasileiro deu um recado: nós queremos uma mulher para presidente da república", afirmou.

Segundo turno

O presidente disse ter sido "uma benção" não ter vencido as eleições em 1989, pois estava mais preparado em 2003. Para ele, o segundo turno da eleição em 2002 foi importante para consolidar a sua vantagem eleitoral. "Se eu ganhasse com apenas 51% haveria contestação. Metade da população não teria votado em mim".

Com informações da Reuters "Se tem alguém que tem experiência em segundo turno sou eu. O segundo turno permite que as pessoas conheçam melhor o candidato em um País com o tamanho e a diversidade cultural que o Brasil tem. Permite um maior confronto de ideias", afirmou.

Fonte: Terra